Paulo Liebert/AE - 13/3/2010
Paulo Liebert/AE - 13/3/2010

Porto Alegre perto de ganhar etapa da Fórmula Indy

A exemplo de São Paulo, capital gaúcha tem chance de entrar no circuito a partir de 2012, como prova do Mercosul

MILTON PAZZI JR., O Estado de S.Paulo

04 de fevereiro de 2011 | 00h00

SÃO PAULO - A Fórmula Indy está perto de garantir mais uma corrida no Brasil no ano que vem, além da etapa de São Paulo (que tem contrato até 2019): será em Porto Alegre (RS), com o nome de etapa do Mercosul. O acordo depende basicamente das garantias financeiras que os promotores da prova tem de entregar ao norte-americano Terry Angstadt, presidente comercial da competição.

"O tempo todo estamos buscando novos mercados. Tivemos duas ótimas reuniões, eles estão bastante animados, é nossa ideia original ter duas corridas no Brasil. Quando estive em Porto Alegre (na quarta-feira), tivemos uma ótima conversa e estou bastante otimista", conta Angstadt, em entrevista exclusiva ao Estado.

A prova na capital gaúcha será de rua e terá estrutura semelhante à do circuito do Anhembi. Só não acontecerá em 2011 porque a IRL (Indy Racing League, a empresa que administra a competição) quer tudo ajustado. "Você tem de ter um bom traçado e as garantias para isso. É melhor ter tempo para executar isso", explica o americano.

Em relação à etapa paulista, a principal diferença serão as datas: uma deve ser no começo do ano e a outra, no meio ou no fim da temporada. "Tem toda uma logística envolvida, vamos avaliar o calendário, mas não serão datas próximas. São muito milhões de dólares envolvidos, temos de trazer carros, pilotos, equipes, mas tem retorno com os patrocinadores, torcedores... Queremos que o espetáculo seja o melhor para todos", explica.

A preocupação da IRL é adequar a corrida ao projeto de internacionalização da categoria. O sonho é atingir mercados emergentes da Ásia e da América Latina. Angstadt esteve visitando países como a China, o Bahrein e o México, sendo este o mais próximo de também receber uma etapa.

O custo para a obra em Porto Alegre não é divulgado e será dividido entre a prefeitura, o estado e os patrocinadores, o mesmo formato da corrida paulistana.

Melhorias. Sobre a etapa de São Paulo neste ano, no dia 1.º de maio (a 4.ª do calendário), os detalhes de montagem do circuito no Anhembi já foram acertados com a prefeitura paulistana. Em abril o sambódromo passará por obras para que o problema com o piso de concreto, que não dava aderência aos pneus, fazendo os carros escorregarem, se repita.

"São Paulo teve pouco tempo e fez um trabalho incrível. Este ano nossos parceiros tem a oportunidade de melhorar. Os problemas foram poucos. A corrida teve 92 ultrapassagens, foi ótima", diz Angstadt.

O traçado não muda, mas a capacidade de público sim: vai aumentar de 35 mil para 50 mil. Os ingressos, que estarão à venda a partir da semana que vem, não devem ter aumento substancial em relação a 2010 (o mais barato custou R$ 100). Quem for assistir ao evento verá ainda provas da GT3 Brasil na preliminar.

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