Portugal e Espanha duelam pela afirmação

Espanhóis buscam quebrar escrita de 'amarelar' em Copas, enquanto lusitanos tentam provar que podem ir longe mesmo sem Felipão

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2010 | 00h00

ENVIADO ESPECIAL

CIDADE DO CABO

O jogo de hoje na Cidade do Cabo é um daqueles em que é difícil apostar num vencedor. Por mais que a Espanha tenha entrado com favoritismo na Copa, a história mostra que, na hora H, nem sempre as coisas saem como o planejado. Às 20h30 locais (15h30 de Brasília), a Fúria enfrenta não apenas o estigma de fracassar em Mundiais, mas uma seleção portuguesa que também precisa mostrar o seu valor.

Por pouco a Espanha não foi a adversária do Brasil nas oitavas de final. Recuperou-se da derrota para a Suíça na primeira rodada com vitórias sobre Honduras (2 a 0) e Chile (2 a 1) e se classificaram sem muito brilho na liderança do Grupo H.

Os jornais espanhóis não mostram empolgação com a seleção. Até o técnico campeão da Eurocopa de 2008, Luis Aragonés, teme uma eliminação hoje. "Não estou otimista para esta partida, pois Portugal é uma boa equipe", declarou.

Os números sempre jogam a favor da Fúria, mas a história mostra o contrário. Em 2006, a seleção chegou à Alemanha com uma invencibilidade de 25 jogos e belas apresentações na primeira fase. "É a nossa hora", pensavam os torcedores. As oitavas começaram e a França mandou a Espanha de volta para casa.

O script se repetiu em 2009. Após vencer a Eurocopa e ficar 35 jogos sem perder, o time caiu frente aos EUA nas semifinais da Copa das Confederações. E começou a atual competição com um revés para a Suíça. "A primeira derrota alterou nosso estado, mas chegamos até aqui da melhor maneira possível", disse o técnico Vicente Del Bosque.

Os portugueses ostentam a marca de única seleção que ainda não foi vazada na África. O time de Carlos Queiroz, aliás, já está há nove partidas sem levar gols e há 19 meses sem perder. A equipe lusitana tenta repetir a campanha de quatro anos atrás, quando chegou à semifinal.

O problema, segundo torcedores e jornalistas, é que falta um Felipão no banco de reservas. Luiz Felipe Scolari foi um dos principais responsáveis por levar Portugal à semifinal contra a França.

O novo treinador tentou criar a "família Queiroz", sem tanto sucesso. "Temos de tentar ser o melhor Portugal de sempre", disse. "Não há sentimento de papel cumprido (por ter chegado às oitavas). "Não estamos satisfeitos com nada do que aconteceu até aqui."

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