Portuguesa agrava crise do São Paulo

Na estreia do goleiro Dida e com gol de Ivan, Lusa faz 1 a 0 e deixa rival e o técnico Emerson Leão em situação delicada

FERNANDO FARO, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2012 | 03h05

Uma hora antes de a bola rolar já dava para saber que o São Paulo teria problemas no Canindé. Além da Portuguesa, o Tricolor precisou encarar a fúria de sua própria torcida, indignada com a desclassificação na Copa do Brasil na última quarta-feira. Abatido com a eliminação e a reação adversa dos próprios torcedores, o time foi presa fácil e acabou derrotado por 1 a 0. A derrota foi a terceira em três jogos longe do Morumbi e agravou a pressão sobre o grupo e o técnico Emerson Leão.

Munidas com faixas e narizes de palhaço, as torcidas organizadas não deixaram de vaiar e ofender os jogadores e o treinador. A cada erro, xingamentos e gritos para exaltar jogadores que foram campeões pelo clube, como Mineiro, Josué e Aloísio.

Se a ideia era motivar os atletas por meio da intimidação, não funcionou. O time visivelmente sentiu as cobranças e esbanjou insegurança na maior parte do tempo. Com receio de despertar a ira dos torcedores, ninguém arriscava uma jogada mais aguda. Limitavam-se a trocar passes burocráticos. Cícero, que vinha discreto nas últimas partidas, foi o mais lúcido e foi quem mais procurou o gol alternando jogadas de velocidade e chutes de longa distância. Lucas não era acionado e precisava buscar jogo no meio de campo, isolando Willian José no ataque.

A Portuguesa se aproveitou da fragilidade dos visitantes e partiu para cima. O técnico Geninho pôs a equipe para marcar no campo de ataque e apertou a saída de bola pelas duas laterais. Guilherme, de volta ao time, tomou conta do meio e foi peça importante para liberar os laterais Luis Ricardo e Ivan. Estreante da noite, o veterano Dida, 38 anos, parecia o mesmo de sempre. Seguro, bem colocado e sem soltar nenhuma bola. Nem parece que ficou dois anos sem jogar profissionalmente.

Aos 11 do segundo tempo, Guilherme achou Ivan solto na esquerda. O lateral emendou um chute forte cruzado para abrir o placar. O gol e as entradas de Fernandinho e Maicon nos lugares dos irreconhecíveis Casemiro e Cortez mudaram o São Paulo. A equipe passou a ficar mais com a bola, mas foi pouco. Com o resultado garantido, os donos da casa passaram a administrar até o apito final.

Na próxima rodada, a Lusa enfrenta o Santos no domingo, no Canindé. O Tricolor encara o Cruzeiro, em Belo Horizonte.

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