Posição no ranking não afeta triatletas

Os triatletas brasileiros classificados para os Jogos Olímpicos de Atenas entendem que o ranking da União Internacional do Triatlo é uma referência, mas não uma indicação precisa de quem serão os campeões na Grécia. Fatores como um pneu furado da bicicleta, quedas ou um estiramento muscular dão à prova o caráter da imprevisibilidade. "Por isso, é fascinante", afirma Carla Moreno. Melhor para os brasileiros, já que Carla Moreno, era a 8ª do ranking quando foi definida a equipe olímpica (hoje está em 12º) e Leandro Macedo, o 20º (hoje, 22º) são os dois melhores brasileiros no ranking. O ranking do triatlo é de regularidade, de contagem de pontos como no tênis. Não tem referências de tempos, como no atletismo ou na natação. O neozelandês Bevan Docherty lidera agora e o australiano Greg Bennet era o primeiro quando foi definida a equipe olímpica brasileira. "O que o ranking significa? Nada. Ranking é constância, não significa que o atleta mais bem posicionado seja o favorito. Além de ser bom, é claro, tem condições financeiras para competir a maior parte das provas do circuito", explica Carla, de 27 anos, 1,64 m e 49 quilos, que até 2000, por exemplo, não tinha o suporte financeiro de frequentar o circuito. Carla explica que a vantagem de estar entre os dez melhores é escolher onde largar. "Os últimos ficam com o que sobra." Por isso, ela entende que para a Olimpíada haveria uma lista com cerca de 12 nomes para citar as favoritas às medalhas. "São americanas, australianas, uma alemã..." Leandro Macedo, 36 anos, 1,74 m e 68 quilos, também não se impressiona com o ranking. "É mais próximo do tênis. Hoje, após a mudança da regra, em 1991, que permitiu o vácuo, o triatlo é muito mais estratégico."Leandro disse que está mais confiante agora do que estava quando competiu nos Jogos de Sydney, em 2000, sem ter a preparação que considerava adequada. "Dessa vez tive melhores resultados, preparação mais adequada e tenho condições de fazer um polimento bom." Leandro, assim como o técnico Marcos Paulo Reis, acha que a chance do Brasil ir ao pódio aumenta se houver jogo de equipe, no qual o time, formado por três triatleas, trabalha pela vitória de um deles. Todos os atletas da equipe olímpica do Brasil são do Pão de Açúcar Club. E, além de Carla Moreno, integram o time Mariana Ohata, Sandra Soldan, Juraci Moreira e Paulo Miyashiro.

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