''''Posso ser campeão e há 1 ano estava na GP2. Isso é louco''''

Lewis Hamilton

Vítor Marques, O Estadao de S.Paulo

21 de outubro de 2007 | 00h00

Você pode se tornar campeão mundial, hoje, aos 22 anos, o mais jovem na história da Fórmula 1, nessa que também é a sua primeira temporada, outro feito. Já parou para pensar nisso?Não posso nem acreditar. Há um ano eu corria na GP2, onde fui campeão, e discutia com a McLaren para correr a Fórmula 1. Hoje estou aqui. Isso é muito louco. Tive uma temporada muito boa, tanto eu pessoalmente como minha equipe. Se eu ganhar, será maravilhoso. Não penso em não ser campeão. Caso contrário, tentarei no próximo ano, já que sou bastante jovem. Mas uma coisa eu sei: nasci para isso. E a pressão para ser campeão. Como tem lidado com ela?Não é fácil. Essa é a minha primeira temporada na F1. Mas, na verdade, agora estou mais relaxado. Na última corrida, na China, eu tive problemas, mas nem por isso fiquei mais nervoso. Pelo contrário, tirei essa pressão dos meus ombros. Sinto-me mais confiante. O erro na China foi um bom aprendizado. Tenho certeza de que em Interlagos será diferente. Você e seu companheiro de equipe, Fernando Alonso, tiveram atritos neste ano. Como é o seu relacionamento com ele?Meu relacionamento com ele nunca esteve tão bom. Acho que tivemos um ano sem tantos problemas, ao contrário do que a imprensa diz. Mas nós dois somos pessoas competitivas e é isso que nos dá energia. Nós gostamos disso e queremos continuar assim enquanto pudermos. São quatro pontos à frente de seu maior rival, Fernando Alonso. Com um segundo lugar em Interlagos você será campeão sem depender de ninguém. Você já se imaginou vencendo o campeonato, comemorando o título?Não. Eu penso que assim você corre o risco do sucesso subir a cabeça e é assim que você comete erros. Como é correr no país de um de seus ídolos, Ayrton Senna? Desde o início da minha carreira, no kart, eu tinha livros sobre Senna e assistia a vídeos de corridas dele. Senna é, sem dúvida, um dos pilotos que mais admiro. Vir ao seu país, pela primeira vez na minha vida, é algo muito comovente para mim.

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