Prata de Fabíola é ''''vitória pessoal''''

Busca da superação mantém atleta, de 32 anos, na luta por resultados

O Estadao de S.Paulo

21 de julho de 2007 | 00h00

Aos 32 anos, Fabíola Molina, prata ontem nos 100 metros costas na piscina do Parque Aquático Maria Lenk, com direito a recorde sul-americano (1m02s18), confessa que já pensou em desistir. A natação é um esporte muito duro, com dois treinos diários, cansaço e dor. Mas a recompensa de conseguir a superação a mantém no esporte. ''''Essa prata, com certeza, vale ouro para mim porque é uma vitória pessoal. No Brasil, com essa torcida maravilhosa, poder fazer o meu melhor resultado e conquistar prata... É uma vitória muito grande'''', disse, após a prova.Fabíola nada desde os 4 anos - começou em São José dos Campos, onde ainda mora com o marido, o também nadador Diogo Yabe. ''''Eu e o Diogo ainda temos muitos objetivos na natação. Se tenho um segredo por causa da idade? Tentar me superar. Vou fazendo as coisas de acordo com o que vai acontecendo. Agradeço pela oportunidade de estar treinando, de estar motivada, de viver o esporte. Tenho 32 anos, mas me sinto bem, ainda conseguindo resultados'''', disse Fabíola, que participou de seu primeiro Pan em Havana, em 1991. Depois, foi a Mar del Plata (1995) e Winnipeg (1999).Embora recordista sul-americano, Fabíola ainda não tem o índice para a Olimpíada de Pequim. ''''O índice é 1min01s70, bem difícil, mas quero dar um passo de cada vez. Estava tentando o índice. Mas na prova nem sempre se consegue acertar tudo. Acho que gastei um pouco de energia a mais na passagem dos 50 m. Estou nadando bem,evoluindo e é isso que importa.''''

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.