Préa cumpre promessa feita na chegada

Atacante aproveita a chance que tem contra a Lusa e confirma a frase da apresentação: ?Não costumo perder gol?

O Estadao de S.Paulo

27 de março de 2008 | 00h00

Jorge Preá recusou todas as insinuações de que seria um iluminado ou um predestinado, ou qualquer outro adjetivo do tipo, por ter marcado o gol que garantiu a vitória do Palmeiras ontem. "Não tem essa de iluminado, não", repetiu para os repórteres que o cercaram após o jogo. "Não é predestinado. É o resultado do trabalho."O atacante de 24 anos dedicou o gol à namorada e aos três filhos. "Eu estou brigando por isso. Cheguei como desconhecido, ninguém sabia quem eu era. Mas eu e todo o grupo trabalhamos todo dia muito duro no CT. Então, merecemos", declarou. "Eu já tinha falado que, quando entrasse, marcaria o gol. E hoje eu tive a felicidade."Preá tem razão quando diz que chegou desconhecido ao Palmeiras. Mas tratou de mudar a situação logo no primeiro dia. Apresentado junto com o badalado Diego Souza, Preá não se acanhou. "Não costumo perder gol", disse o ex-atleta do Pelotas (RS). "De bico, de cabeça, como sobrar eu faço."Ontem, o atacante só jogou porque Kléber estava suspenso e Denílson (normalmente reserva) foi titular. E, na primeira chance que teve, mandou para dentro e garantiu três pontos preciosos para o Palmeiras.O zagueiro David, que no lance do gol deu o passe para Preá, confirmou a versão do atacante. "Ele tinha falado que faria um gol e a gente sabia ele iria marcar", afirmou. Além de elogios ao herói da noite, os palmeirenses exaltaram a própria garra. "Procuramos o gol o tempo inteiro e fomos recompensados", declarou Elder Granja. "Agora estamos numa situação confortável." O goleiro Marcos contou que já tinha um discurso pronto para o caso de um novo empate em casa. "Mas felizmente o Preá nos salvou", disse. "O time jogou exposto, mereceu o go porque buscou sempre."Apesar do triunfo, a noite de ontem não foi apenas de festa. Vanderlei Luxemburgo voltou a criticar a arbitragem e, ainda no intervalo do jogo, reclamou bastante. "O Valdivia levou um cartão amarelo só porque falou que queria jogar futebol", desabafou o treinador. "E eu tenho certeza que até o final do jogo eu vou sair do campo." O técnico palmeirense não foi expulso, apesar do seu temor. O técnico da Portuguesa, Vágner Benazzi, deixou o campo enfurecido com o árbitro. "Para a Portuguesa nunca tem acréscimo, nunca tem pênalti", esbravejou. A Lusa não tem mais chances de classificação.REFORÇOSPor meio da Traffic, o Palmeiras praticamente acertou ontem as contratações do atacante Keirrison (Coritiba) e do volante Arouca (Fluminense).

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