Preço dos ingressos só após estádios

RIO

Almir Leite e Sílvio Barsetti, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2011 | 00h00

A Fifa ainda vai demorar para definir o preço dos ingressos para a Copa de 2014. A justificativa, não muito convincente, é de que isso só poderá ocorrer quando os estádios estiverem prontos. "Antes de dizer o preço, precisamos ter os estádios prontos, a quantidade e o tipo de assentos para definir as categorias e os valores"", disse ontem, no Rio, o secretário-geral da entidade, o francês Jérome Valcke.

A rigor, não é bem assim. A Fifa tem condição, com base no projeto de cada estádio, de saber a quantidade de lugares que estarão disponíveis para todos os setores, dos mais luxuosos aos mais simples.

Na realidade, a definição do preço, informou pessoa ligada à entidade, tem de atender aos interesses comerciais dos organizadores sem, no entanto, desprezar o poder aquisitivo do público local. Essa é uma equação cuja solução não é tão simples.

Valcke confirmou, porém, que será mantido o modelo adotado na Alemanha e repetido quatro anos depois na África do Sul, com quatro grupos de ingressos. "Em 2006 e 2010 funcionou bem. Haverá bilhetes top, mas também haverá ingressos a preços acessíveis.""

Na África do Sul, o preço dos bilhetes variou de US$ 20 (para jogos insignificantes da primeira fase) a US$ 900.

Também foram distribuídos ingressos para pessoas carentes, algo que a Fifa estuda repetir no Brasil. A exemplo das entradas mais baratas, também só foram contemplados partidas de pouco apelo.

Mesmo assim, boa parte dos sul-africanos que recebeu os ingressos - basicamente, trabalhadores nas obras dos estádios - preferiu vendê-los para estrangeiros a assistir a uma partida de Copa do Mundo.

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