Preços altos afugentam torcida e irritam vendedores

As arquibancadas do sambódromo ficaram lotadas. Com casa cheia, formaram-se filas no térreo para comprar bebida e comida. Mas, por causa dos preços altos, o consumo foi menor que o previsto, ainda que o público não pudesse entrar com alimentos.

, O Estadao de S.Paulo

15 de março de 2010 | 00h00

Cada copo de água custava R$ 2. A cerveja saia por R$ 6. Um simples lanche de pão com hambúrguer chegava a R$ 10. "É um roubo. Tudo está muito caro. Vindo com mulher e filhos, você gasta R$ 100 só com comida", reclamou Carlos Eduardo, fã da Indy e que foi em turma ao sambódromo ver a corrida.

Os comerciantes também demonstravam insatisfação. A meta era vender bem mais do que estavam conseguindo. Num quiosque de amendoim, onde o saquinho custava R$ 10, a expectativa era a de faturar R$ 1 mil ontem. No sábado, o valor ficou abaixo: R$ 780. E, segundo as vendedoras, não havia perspectiva de superar a marca. O valor, alegavam, não era problema, já que em shoppings o produto custa entre R$ 12 e R$ 24.

A situação estava difícil também para o sorveteiro Ismael de Jesus. No sábado, quando pretendia vender 100 picolés, só saíram 63. Ainda assim, Ismael mantinha a esperança de obter lucro. "Espero vender 200 palitos", disse. "O evento é legal, mas o barulho incomoda muito", comparou Ismael, que já havia trabalhado no sambódromo durante o carnaval. / A.P.G.

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