Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Prefeitura do Rio de Janeiro volta a tombar Célio de Barros e Julio Delamare

Visando as obras do entorno do Maracanã para a Copa do Mundo, complexos haviam sido 'destombados'

AE, Agência Estado

12 de agosto de 2013 | 16h45

RIO - Depois do Governo do Rio, agora também a prefeitura carioca decidiu voltar atrás da decisão quanto ao futuro do Estádio de Atletismo Célio de Baros e do Parque Aquático Julio Delamare. Os dois, que fazem parte do Complexo do Maracanã, voltaram a ser considerados imóveis tombados, o que impede qualquer modificação estrutural neles sem a autorização do Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural do Rio.

Tanto o Célio de Barros quanto o Julio Delamare haviam sido "destombados" para que fossem derrubados visando as obras do entorno do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014. Por conta da pressão popular, no último dia 2 de agosto o governador Sergio Cabral decidiu cancelar a demolição dos dois equipamentos esportivos.

Nesta segunda, o Diário Oficial do Rio trouxe decreto do prefeito Eduardo Paes, aliado político do governador, revogando o destombamento. Na prática, o Célio de Barros e o Julio Delamare voltaram a ser tombados. O problema é que parte do estádio de atletismo já foi destruída (a pista de corrida, por exemplo, está embaixo de piso de cimento). Uma parte do Parque Aquático também foi desmontada.

No decreto publicado nesta segunda, também foram tombados o antigo Museu do Índio e a Escola Municipal Friedenreich, ambos ao lado do Maracanã, e que tinham demolição prevista na concessão do estádio à iniciativa privada. Cabral já havia anunciado que ambos os prédios continuariam em pé.

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