Preocupação de Dunga é Kaká

Craque deve jogar só 45 minutos hoje contra os EUA para ser preservado para o duelo de domingo com Itália

Luiz Antônio Prosperi e Sílvio Barsetti, O Estadao de S.Paulo

18 de junho de 2009 | 00h00

Dunga está atento aos movimentos de Kaká. A preocupação do treinador é preservar, o máximo possível, a sua única estrela. Todo cuidado é pouco. Por isso Kaká deve jogar apenas meio tempo contra o Estados Unidos, hoje, 11h (de Brasília), no Loftus Versfeld, em Pretória. A vitória garante a classificação do Brasil à semifinal da Copa das Confederações. A decisão de conceder ao craque um descanso passa pela tabela de jogos do torneio. Depois dos americanos, a seleção enfrenta a Itália, domingo. Jogando os 90 minutos, Kaká teria dois dias de recuperação para a partida contra os italianos que, provavelmente, decidirá o primeiro lugar do Grupo B. Dunga quer seu principal jogador inteiro. E tem uma lógica. O treinador, a sua comissão técnica e os jogadores lutam para evitar mais uma viagem. Ficando em segundo lugar no grupo, a seleção teria de voltar a Bloemfontein. Já o campeão da chave joga a semifinal em Johannesburgo, a 50 km de Pretória. "O Kaká, além de ser um grande jogador, é um atleta", diz Dunga. "Vamos fazer uns testes hoje (ontem) à noite. Alguns jogadores se recuperam mais rápido, outros demoram um pouco mais." De acordo com Kaká, ele se encaixa nos que levam menos tempo para restabelecer a melhor forma. "Quero jogar. Se o Dunga precisar, vou para o jogo", diz o meia. O mais cotado para substituir Kaká é Julio Baptista. Miranda entra na vaga de Juan. André Santos e Ramires são quase certos nos lugares de Kléber e Elano. E ainda não está descartada a troca de Robinho por Nilmar. Os remendos no time levam Dunga a pensar em um esquema mais cauteloso para evitar surpresa como as da vitória (4 a 3) contra o Egito e também no futuro da seleção. "Nos piores momentos você sempre procura tirar coisas positivas. Sou um otimista. Vamos ter a oportunidade de ver outros jogadores em ação. Quem está jogando tem a certeza de que não pode relaxar porque sabe que tem alguém esperando a oportunidade."OTIMISMODo lado dos norte-americanos, sobra otimismo. "Tivemos a oportunidade de ver uma parte do jogo contra Egito, e devo ser sincero: parece que depois de tudo são humanos", diz o meia Donavan. Em 11 jogos, o Brasil venceu os EUA dez vezes.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.