Preocupado com revolta de sua torcida, Palmeiras reforça segurança

Uniformizadas falam até em violência, caso equipe alviverde não perca para o líder Fluminense

, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2010 | 00h00

SÃO PAULO - O Palmeiras está preocupado com a partida de amanhã. Apesar de ser um jogo que não vale nada para o clube, a torcida alviverde promete ir à Arena Barueri, mas para torcer por uma vitória do Fluminense.

As Organizadas do clube já prometeram que vão tumultuar caso o time não perca para o adversário. O protesto não será apenas no estádio, mas sim na Academia de Futebol. Por isso, a diretoria já solicitou um reforço na segurança. "Pedimos um pouco mais de policiamento, para evitar qualquer destempero da torcida", declarou Antonio Carlos Corcione, assessor especial da presidência.

O cartola até brincou com o pedido da torcida. "Quando eles querem que a gente ganhe, não ganhamos", falou, lembrando a partida de quarta-feira. "Não acredito que nenhuma pessoa jogue para perder."

Os três diretores do Conselho Gestor que ontem convocaram uma coletiva evitaram responder o que seria pior para o clube: perder e ficar marcado que entregou para prejudicar o Corinthians ou ganhar e ajudar o rival na conquista do título brasileiro. "No domingo a gente responde", esquivou-se Wlademir Pescarmona, diretor de futebol. Além dele e de Corcione, o diretor financeiro, Francisco Busico, também participou da entrevista e explicou que os direitos de imagem dos jogadores só estão atrasados em dois dias. "A gente sempre paga no dia 25", comentou, sem dar uma data exata para o acerto.

Futuro. Ninguém esconde que as contratações ficaram mais complicadas com a eliminação na semifinal da Copa Sul-Americana - quarta, contra o Goiás. A diretoria esperava contar com a vaga na Libertadores de 2011 para angariar mais dinheiro com investidores e premiações.

Uma das críticas ao atual elenco é que falta uma maior identificação com o clube. Para tentar acabar com isso, Pescarmona quer que os reforços conheçam a história do Palmeiras. "Temos de mostrar a tradição e levá-los para conversar com alguns jogadores vitoriosos, como o Ademir da Guia", contou. "Fazer um trabalho diferenciado e mostrar para eles a importância da camisa que estão vestindo."

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