Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Presença de celebridade no Havaí não tira o foco de Medina, diz Charles

'Eles sabem do foco do Gabriel e até pedem se podem conversar só um pouquinho, pois não querem incomodar', explica o pai e treinador

Paulo Favero - Enviado especial ao Havaí, O Estado de S. Paulo

19 de dezembro de 2014 | 09h30

Alexandre Pato, Fiorella Mattheis, João Paulo Diniz. Algumas celebridades foram para o Havaí para torcer para o brasileiro Gabriel Medina na decisão do Billabong Pipe Masters. Mas isso não vai tirar o foco do atleta na competição, que pode ter seu desfecho final nesta sexta-feira. Quem garante é Charles Saldanha, pai e treinador do atleta.

"É um motivo de orgulho a presença deles, mas não só deles como a de todos os brasileiros que estão aqui. A gente fala com eles, agradece que estão aqui, mas a gente não fica o dia inteiro com eles. Eles sabem do foco do Gabriel e até pedem se podem conversar só um pouquinho, pois não querem incomodar", explica.

Desde que houve a queda precoce do surfista em Portugal, na etapa anterior do Circuito Mundial, quando ele poderia ter sido campeão mundial antecipadamente, a tentativa foi blindar o atleta e mudar a estratégia. "Claro que um oi e um abraço não vão atrapalhar, pois ele continua focado e preso lá em casa. Eu brinco dizendo que ele está na prisão, tem o horário de sol dele, que é quando vai surfar, tem a hora da comida, é mais ou menos assim", continua Charles.

Ele explica que quando se está sozinho, acaba tendo um pouco mais de paz. "As conversas que a gente tem em casa, ou quando está com a família, não costumam ser sobre o campeonato. A gente tenta falar de outros assuntos e não tem cobrança. E quando falamos do campeonato, é algo mais técnico e mais positivo", diz.

Charles reconhece que não é fácil controlar a ansiedade, mas lembra que é preciso ter calma e que o surfe tem um ponto positivo, que é obrigar o atleta a ir para o mar. "Isso tranquiliza, relaxa e dá uma paz de espírito. Ficar dentro da água ajuda a se preparar fisicamente e psicologicamente. A gente tenta usar essa estratégia, surfa um pouco, fica em casa um pouco, e pensa no campeonato, mas não fica falando disso o dia inteiro."

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