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Fina não vê problema na contaminação das águas de Copacabana

Estudo, porém, mostra que praia também é um risco para os atletas

Estadão Conteúdo

05 de agosto de 2015 | 13h05

A qualidade da água em locais de competições dos Jogos Olímpicos do Rio "não é um grande problema nesse momento", de acordo com declaração dada nesta quarta-feira pelo presidente da Federação Internacional de Natação (Fina), Julio Maglione.

Uma investigação liderada pela agência de notícias Associated Press (AP), divulgada na semana passada, mostrou que há riscos para a saúde de 1.400 atletas que vão participar de eventos em águas abertas na Olimpíada de 2016.

Ele acrescentou que a Fina está em contato com a União Internacional de Triatlo, que realizou um evento-teste olímpico em Copacabana, no último fim de semana, para monitorar a saúde do triatletas que competiram. "Eles nadaram nessa água, e eles vão fazer exames em todos os atletas que competiram," disse Maglione.

O estudo da AP mostrou que as águas da praia de Copacabana, palco da maratona aquática na Olimpíada, tinham mais de 2 milhões de adenovírus humano por litro, que especialistas dizem estar 2 mil vezes acima do que seria considerado altamente alarmante se visto em praias nos Estados Unidos ou na Europa. Na parte alta, Copacabana registrou 49 milhão de adenovírus por litro, segundo o estudo AP.

No estudo da AP, todos os locais de competições aquáticas apresentaram perigosos altos níveis virais, de acordo com especialistas consultados pela agência. Na sequência da revelação, a Organização Mundial de Saúde recomendou ao Comitê Olímpico Internacional a análise detalhada dos níveis virais das águas cariocas.

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