Presidente da IAAF promete mais agilidade nos testes para combater doping

Em meio aos escândalos de doping na modalidade, a Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) prometeu medidas para controlar o problema. O principal passo, segundo anunciou o presidente da entidade, Sebastian Coe, nesta segunda-feira, será tornar os testes antidoping mais ágeis.

Estadão Conteúdo

05 de outubro de 2015 | 16h04

"Tecnicamente, os exames antidoping são uma área complicada, mas estamos procurando introduzir sistemas mais rápidos, já que o tempo entre a realização do teste e as sanções é muito longo", disse em coletiva na cidade de Nova Délhi, na Índia. "Vamos introduzir mais independência no nosso sistema de testes."

Em agosto, o jornal britânico The Sunday Times e a emissora alemã de TV ARD publicaram que o doping sanguíneo era massivo no atletismo citando resultados vazados de um banco de dados da IAAF. A entidade rejeitou as sugestões de que não agiu contra os resultados suspeitos em testes e de que não teria fazendo o suficiente para combater o doping no esporte.

De acordo com os órgãos de imprensa, foram avaliados os resultados de 12 mil testes sanguíneos de atletas entre 2001 e 2012, com a conclusão de que 800 eram suspeitos. As informações são de que 146 medalhas, sendo 55 de ouro, em provas que vão dos 800 metros até a maratona em Jogos Olímpicos e Mundiais de Atletismo, teriam ficado com atletas que tiveram resultados suspeitos nos exames.

A denúncia manchou a imagem da IAAF, mas Coe parece disposto a lutar para recuperá-la e já garantiu que a prioridade da entidade é proteger os atletas "limpos". "Uma das nossas responsabilidades é proteger os atletas limpos e não apenas remover aqueles que trapaceiam. Mesmo quando quebrei recordes mundiais, havia boatos de que não era pela minha habilidade", afirmou Coe, duas vezes campeão olímpico nos 1.500m.

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