Presidente do Barça desfila como astro e alfineta Real

Sandro Rosell até parecia jogador na hora de dar entrevistas. 'Temos o melhor time da história', apontou

YOKOHAMA, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2011 | 03h05

A vitória categórica sobre o Santos no Mundial de Clubes fez o presidente do Barcelona atravessar todo orgulhoso a área de entrevistas no estádio. Como se fosse um jogador, Sandro Rosell parou a todo instante para falar com os jornalistas e aproveitou para dar o seu recado - e, claro, alfinetar o rival Real Madrid.

"A mensagem que o Barça transmite para o mundo é de que cuida muito bem de sua casa para formar jogadores. Temos o melhor time da história do futebol, e estamos construindo um currículo compatível com a nossa grandeza."

Dos 14 jogadores utilizados ontem por Pep Guardiola, 11 são crias da escolinha do clube e nove foram titulares. As exceções são Daniel Alves, Abidal e Mascherano - Piqué e Fábregas foram levados cedo para o futebol inglês, por Manchester United e Arsenal respectivamente, e agora desfrutam o prazer de estar de volta. "Gostamos de formar jogadores, gostamos de ficar com a bola e gostamos de expressar o jogo bonito que foi inventado por vocês, brasileiros", disse Rosell, em bom português, fruto dos anos vividos no Rio quando era o diretor esportivo da Nike na América Latina.

Ele revelou com satisfação o que ouviu do presidente santista Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, que deixou o estádio sem passar por áreas às quais a imprensa tem acesso. "Ele me agradeceu pela aula de futebol que o Barcelona havia acabado de dar. Foi um gesto digno de um cavalheiro", elogiou o dirigente.

Rosell não conseguiria escapar sem ouvir perguntas sobre Neymar. E não escapou. "Se ele interessa ao Barcelona? Isso vocês têm de perguntar ao técnico, eu sou apenas o presidente. O que posso dizer é que Neymar é um grande jogador, com futuro impressionante pela frente."

Sem sossego. Responsável pela marcação de Neymar, Puyol garantiu que, mesmo com a atuação apagada do santista, a tarefa não foi fácil. "Ele é um grandíssimo jogador, que faz a diferença", disse o capitão. Segundo ele, a tática adotada foi de tentar deixar o camisa 11 fora do jogo, com marcação pesada e sufocando a armação de jogada.

Mesmo após o placar folgado, Puyol negou que o Barcelona tenha tido facilidade na decisão. "Pode até ter parecido fácil, mas foi duro. Havíamos analisado bem o Santos, sabíamos que era uma boa equipe, mas começamos muito fortes, com um ritmo muito intenso. Talvez eles não estivessem acostumados", disse o zagueiro de 33 anos, que defende o Barça há 14 temporadas. / L.A.M

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.