Presidente do COI descarta excluir ciclismo dos jogos olímpicos

Escândalos na Volta da França não devem abalar o prestígio da modalidade

27 de julho de 2007 | 09h21

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, deixou claro, nesta sexta-feira, que o ciclismo não será banido dos jogos olímpicos por causa dos recentes escândalos da Volta da França, principal competição da modalidade.   De acordo com Rogge, excluir o esporte do calendário olímpico não é a solução para acabar com os vários casos de doping registrados. "Não é a solução excluir tal esporte dos jogos olímpicos", disse o presidente do COI, que continuou. "Nós temos que colocar tudo sob uma perspectiva. O que está acontecendo com a Volta da França é o primeiro de muitos sinais que a mentalidade dos atletas mudou rapidamente".   Sobre os questionamentos a respeito dos métodos para o controle antidoping, Rogge acredita que os laboratórios têm feito um ótimo trabalho. "Os recentes casos de doping são uma prova concreta que o sistema funciona muito bem. Os testes são muito específicos e altamente confiáveis".   Além de descartar qualquer punição ao ciclismo, Jacques Rogge afirmou que o COI tentará ajudar a União Internacional de Ciclismo (UCI). "Não é a UCI que está trapaceando, e sim os ciclistas. A UCI é uma grande parceira e conta com a contará com a nossa ajuda".   Até o momento, três ciclistas foram pegos nos exames antidoping realizados na Volta da França, com destaque para Alexandre Vinokourov, do Casaquistão, que fez uma transfusão de sangue momentos antes da 13.ª etapa, que foi vencida por ele.

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