Jean Christophe Bott/EFE
Jean Christophe Bott/EFE

Presidente do COI diz que Fifa precisa fazer mudanças 'dolorosas'

Bach lembra dos episódios vividos pelo Comitê nos anos 1990

Estadão Conteúdo

08 de junho de 2015 | 16h00

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, afirmou nesta segunda-feira que a Fifa precisa se submeter a mudanças "dolorosas" se quiser superar a atual crise. A entidade máxima do futebol vive difícil momento desde que investigação liderada pelos Estados Unidos prendeu sete cartolas, há cerca de duas semanas.

Bach tentou se esquivar das perguntas sobre a Fifa durante reunião do Comitê Executivo do COI, nesta segunda, em Lausanne. "Não cabe ao COI dar conselhos", desconversou, antes de comentar o momento da Fifa, ao mencionar episódio vivido pelo COI no fim dos anos 90.

Denúncias de corrupção causaram a saída de dez membros do COI naquela época sob suspeita de receberem propina para votar em Salt Lake como sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2002. No caso da Fifa, parte do escândalo se refere à acusação de pagamento de suborno aos membros do Comitê Executivo durante processo de escolha das sedes dos Mundiais de 1998, 2010, 2018 e 2022.

"Nós também temos experiência neste assunto. Colocar tudo às claras pode ser uma experiência dolorosa, mas é absolutamente necessário fazer isso, como vimos em nossa própria história", declarou Bach, em conselho direto ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, que vai deixar o cargo no fim do ano, em razão das investigações dos Estados Unidos.

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