Presidente do COI pede combate à corrupção no esporte

Para Jacques Rogge, escândalos mancham a imagem do esporte e é preciso nível de gestão limpo

AE-AP, Agência Estado

11 de maio de 2011 | 10h18

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, afirmou nesta quarta-feira que os dirigentes esportivos devem combater a corrupção para impedir que se produzam escândalos como o que agora envolve a Fifa, entidade que comanda o futebol mundial.

Em entrevista à agência Associated Press, o mandatário do COI disse que as denúncias feitas na Inglaterra contra seis membros do comitê executivo da Fifa, entre eles Ricardo Teixeira, presidente da CBF, acusados de pedir suborno em troca de votos em eleição da Fifa para as sedes das próximas Copa do Mundo, mancham a imagem do esporte mundial.

Rogge destacou que "sempre existe a ameaça" de condutas contrárias à ética na condução do esporte e enfatizou que as denúncias de corrupção na Fifa, que voltaram à tona durante audiência no parlamento inglês na última terça, devem ser respaldas por "provas concretas". As denúncias de corrupção foram feitas com base em provas de uma reportagem investigativa do jornal britânico Sunday Times.

"Nós temos de lutar contra isso (corrupção). Nós temos de ter certeza de que o esporte em nível de gestão é limpo e também em nível atlético é limpo", afirmou o dirigente durante um intervalo de uma conferência das Nações Unidas que foca o alcance da paz por meio do esporte.

"Em termos de campeões, há sempre a ameaça de doping. Em termos de gestão do esporte, existem ameaças de práticas antiéticas", reforçou Rogge, ao comentar as acusações que colocaram em xeque o processo que elegeu a Rússia como sede da Copa do Mundo de 2018 e o Catar como palco do Mundial de 2022, em dezembro passado.

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