Claro Cortes/ Reuters
Claro Cortes/ Reuters

Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro dedica campanha no Parapan a André Brasil

Nadador não participou dos Jogos em Lima porque ficou inelegível na modalidade

João Prata, enviado especial a Lima, O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2019 | 11h30

O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Mizael Conrado, dedicou as medalhas conquistadas no Parapan de Lima ao atleta André Brasil, que ficou inelegível e não pôde participar da competição. “Quero oferecer cada uma das medalhas para ele. Todas as conquistas são um pedacinho dele. Foi uma campanha memorável. Ele deveria estar aqui com a gente, mas infelizmente não foi possível.”

André está no centro da principal polêmica do esporte paralímpico. Em 2017, o Comitê Paralímpico Internacional mudou os critérios de classificação funcional dos atletas, justificando ser mais científico. Em abril, André soube que sua deficiência não tinha impacto na maneira como nadava. Dono de 14 medalhas paralímpicas na classe S10 em 14 anos de carreira, ele teve poliomielite aos três meses de vida e, como sequela, diferença de cinco centímetros de uma perna para outra.

“Por causa de um processo truculento não pôde estar aqui. No que depender da gente ele vai voltar. Ele é quem tem que determinar como pretende encerrar a carreira. Não consigo entender e aceitar que um processo tão equivocado não considere o indivíduo, uma pessoa tão importante para o movimento paralímpico brasileiro e internacional”, disse Mizael.

O dirigente informou que contratou um advogado para entrar com a ação na Justiça da Alemanha. Isso porque a sede do IPC fica no país europeu. "O direito alemão guarda muitas diferenças, ele está formulando um parecer e nos próximos dias vamos ter o caminho que vamos trilhar", informou. 

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