Filipe Araújo/AE
Filipe Araújo/AE

Presidente do Mogi, Rivaldo só se afastará 'se for obrigado por lei'

Mesmo jogando pelo São Paulo, ele pretende permanecer no comando do time do interior

, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2011 | 00h00

SÃO PAULO - Foi a pergunta mais ouvida na primeira entrevista de Rivaldo como jogador do São Paulo: "Como fica sua situação na presidência do Mogi Mirim?". Pacientemente, o novo camisa 10 são-paulino garantiu que permanece como dirigente do clube do interior enquanto desfila seu futebol pelo gramado do Morumbi.

"Continuo como presidente, a não ser que alguma lei me proíba", declarou. "Respeito quem acha que não é algo interessante, mas são situações diferentes. Se eu saísse da presidência do Mogi, acabaria me envolvendo da mesma forma, porque ficaria nos bastidores. Investi no clube. Sair não é minha intenção."

Rivaldo pediu desculpas para os torcedores do Mogi Mirim - o clube ganhou cerca de 400 novos sócios desde que o presidente prometeu atuar pela equipe. "Tudo ocorreu muito rápido. Sinto pela torcida, mas essa parceria também vai ajudar o Mogi", garantiu. "Jogadores de lá poderão vir para cá e vice-versa. Aqueles que ficaram chateados comigo vão me agradecer no futuro."

O contrato de Rivaldo prevê que ele não atue contra o clube que preside. Mas o jogador ficou numa saia-justa quando perguntado se pagaria bicho para seus atletas ganharem do time tricolor, caso se enfrentem no mata-mata. "É complicado, o que posso falar? Vamos deixar o assunto mais pra frente", divertiu-se.

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