Presidente do Quênia garante que país aprovará lei antidoping

Medida é tomada para evitar que atletas fiquem fora da Olimpíada

Estadão Conteúdo

11 de abril de 2016 | 13h13

O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, disse nesta segunda-feira que ele pode pessoalmente garantir que o seu país vai aprovar a legislação exigida pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), evitando o risco de os seus atletas serem impedidos de participarem dos Jogos Olímpicos.

O governo do Quênia tem dado a prioridade ao projeto de lei antidoping, disse Kenyatta, destacando estar em contato com a sua liderança no parlamento para garantir a aprovação.

A Wada apontou 2 de maio como prazo final para o Quênia deixar o seu programa antidoping em linha com o código global, incluindo a aprovação de uma lei que criminaliza o uso de substâncias proibidas, sob o risco de o esporte do país ser punido caso o país não o faça.

O Quênia já perdeu dois prazos da Wada para aprovar a legislação e melhorar outras partes de seu programa antidoping. Esta é a sua última chance de evitar ser declaradas em não conformidade com as regras da agência.

"Até no máximo o fim da próxima semana, o projeto de lei antidoping terá sido aprovado pelo Parlamento e terei assinado a lei de modo que não haverá desculpa para negar a participação da nossa equipe nos Jogos Olímpicos de Rio de Janeiro em agosto", disse Kenyatta. "Sabemos que existem pessoas que estão à procura de desculpas para assegurar que o Quênia não participará dos Jogos Olímpicos. Não lhes daremos essa desculpa".

A recente crise de doping vem afetando a imagem do atletismo do Quênia. Desde os Jogos Olímpicos de Londres de 2012, 40 corredores do Quênia foram suspensos por doping, enquanto que quatro dirigentes do atletismo, incluindo o presidente da federação nacional, foi suspensão pela Associação Internacional das Federações de Atletismo por suspeita de corrupção.

Kenyatta fez a declaração nesta segunda-feira na sua residência oficial em Nairóbi, onde ele recebeu atletas quenianos que competiram recentemente na Maratona de Paris e no Mundial de Meia Maratona, ambos dominados pelo país.

"Nós temos que ganhar de modo limpo", disse Kenyatta os corredores. "A indiscutível posição do Quênia como campeão do mundo de atletismo não deve ser manchada pelo doping", concluiu.

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