Presidente passa o chapéu por Wesley

Sem dinheiro para fechar contratação do volante, Arnaldo Tirone pede socorro aos torcedores para arrecadar R$ 21 mi

BRUNO DEIRO , DANIEL AKSTEIN BATISTA, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2012 | 03h02

O Palmeiras vai inscrever hoje Wesley no Campeonato Paulista, mesmo sem ter depositado ainda os primeiros 2 milhões (R$ 4,6 milhões) ao Werder Bremen. E espera que os torcedores ajudem na contratação do ex-volante do Santos.

O clube já tem uma carta de crédito que vence no dia 25, mas precisa arrecadar o dinheiro para poder enviar ao Bremen. Sem o montante disponível, apelou para a famosa "vaquinha".

"Por causa da nossa impossibilidade financeira, abrimos para que os torcedores possam participar em trazer nosso reforço", disse César Sampaio, diretor de futebol. "Temos um prazo de 30 dias (28 agora) para fazer um depósito. Mas a liberação dele só vem com a confirmação da primeira parcela. Esperamos que os torcedores possam ajudar. Até eu vou fazer minha contribuição."

O Palmeiras só aguarda o aval do clube alemão para assinar contrato de três anos com Wesley, que realizou seu primeiro treino com a camisa palmeirense na tarde de sexta-feira.

A campanha para trazer Wesley começou ontem, com o lançamento do site www.wesleynoverdao.com.br. O clube, aliás, entrou com uma faixa com essa inscrição ontem em Presidente Prudente, antes do clássico contra o São Paulo.

"É um projeto inovador. Todos sabem que estávamos em contato com investidores e a contrapartida não era benéfica para o Palmeiras", disse Sampaio sobre a nova investida do clube. No site, os torcedores poderão dar um lance mínimo de R$ 100, que será feito no cartão de crédito. Se a campanha não atingir pouco mais de R$ 21 milhões, o dinheiro não será debitado dos palmeirenses.

Sem conseguir convencer os alemães a negociar menos que os 100% dos direitos de Wesley, o Palmeiras não teve outro jeito e se comprometeu a pagar os 6 milhões (R$ 13,2 milhões) pelo jogador. O problema era conseguir o dinheiro da primeira das três parcelas, que já tinha de ser paga agora. As outras ficaram para fevereiro de 2013 e 2014.

Com a perda do primeiro investidor, o presidente Arnaldo Tirone recorreu a um empréstimo bancário. Agora, espera a contribuição da torcida para trazer o volante.

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