Pressão não intimida Rodrigo Pessoa

O cavaleiro Rodrigo Pessoa entrará na temporada de 2002 sob pressão: vai tentar recuperar o título de campeão na Copa do Mundo, em maio, e chegar ao bicampenato nos Jogos Eqüestres Mundiais, em setembro, na Espanha. Ainda não sabe qual de seus principais cavalos, o sela francesa Baloubet du Rouet ou o holsteiner Lianos, montará e confirma que não desistiu de Baloubet, mesmo após três refugos: um na Olimpíada de Sydney, em 2000, e outros dois nesta temporada. "Vamos ver qual dos animais estará em melhor forma." Rodrigo, de 28 anos, fica no Brasil até sexta-feira. Veio para compromissos pessoais - explicou que sua agenda pode não ter espaço para viagens ao País em 2002. O cavaleiro é campeão do Mundial de Roma, em 1998, e tricampeão (98, 99 e 2000) da Copa do Mundo. Mas, nesta temporada, deixou escapar o tetra da Copa (foi vice), caiu de primeiro para quinto no ranking mundial e enfrentou vários problemas pessoais, entre eles um assalto à sua casa, na Bélgica, e o tombo que a mulher, Keri, levou de um cavalo. "Foi uma fase ruim, um ano tumultuado", diz Rodrigo, mas garante que "tudo é passado" desde setembro. Espera voltar a liderar o ranking em meados de 2002, fechar patrocínio com a Mercedez-Benz, brigar pelos títulos importantes... E superar as pressões que pesam sobre um campeão.

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