Pressão no Palmeiras após eliminação

Torcedores picham muros do Palestra Itália e esperam time em Curitiba com protestos

Evandro Fadel, CURITIBA, O Estadao de S.Paulo

19 de junho de 2009 | 00h00

A eliminação da Taça Libertadores, com o empate sem gols com o Nacional, anteontem, em Montevidéu, irritou parte da torcida alviverde. Após o jogo, os muros do Palestra Itália foram pichados com frases contra a diretoria e o técnico Vanderlei Luxemburgo. Ontem, na volta ao Brasil, a delegação seguiu direto para o Paraná, onde enfrenta amanhã o Atlético-PR pelo Campeonato Brasileiro. E o elenco foi bastante cobrado no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. "Eu assumo a responsabilidade (pela desclassificação)", disse o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, o primeiro a deixar a sala de desembarque. Ele precisou reagir aos gritos para se fazer entender pelos cerca de dez integrantes da torcida organizada Mancha Alviverde.Eram poucos os manifestantes - outras cerca de 30 pessoas foram apoiar o time, pegar autógrafo e até bateram palmas quando o ônibus que levaria os jogadores ao hotel deixou o aeroporto -, mas fizeram muito barulho. Antes mesmo da chegada do avião eles já ensaiavam os gritos: "Chega de historinha, o Luxemburgo só ganha paulistinha" e "Luxemburgo, preste atenção, o Brasileiro virou obrigação". Como alguns gritos tornaram-se ofensivos, Belluzzo discutiu com os torcedores. "Eu não sou cagão", protestou o presidente, defensor dos atletas. "Eles jogaram com coragem." O presidente foi escoltado por seguranças até o ônibus que levaria o grupo ao hotel.Os gritos aumentaram quando Luxemburgo deixou a sala de desembarque. Rapidamente ele se dirigiu para o ônibus, mas antes reclamou de um fotógrafo. "Chega de tirar fotos da gente", pediu. O atacante Obina também foi alvo de um protesto particular. "O torcedor tem direito de reivindicar pela não classificação, mas que a gente lutou, a gente lutou", ressaltou o jogador. De acordo com o volante Pierre, os jogadores precisam de tranquilidade. "Temos o Brasileiro e a gente não pode se desesperar."O volante garantiu que o grupo está fechado. Luxemburgo, mantido no cargo pela diretoria, quer renovar por mais um ano. Mas só deve conseguir novo vínculo se ganhar o Brasileiro.

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