Prima de Reeva Steenkamp depõe em julgamento de Pistorius

Prima de Reeva Steenkamp depõe em julgamento de Pistorius

Convidada a depor pelo promotor de justiça, Kim Martin falou sobre a dependência financeira da família da modelo assassinada

O Estado de S. Paulo

15 de outubro de 2014 | 14h39

Em mais um dia do julgamento que determina a pena de Oscar Pistorius, condenado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), o Tribunal Superior de Pretória ouviu Kim Martin, prima de Reeva Steenkamp, ex-namorada assassinada pelo velocista. Na sessão, ela falou sobre a dor da família da modelo, além das perdas econômicas e emocionais decorrentes da morte. Além dela, foram ouvidos o promotor de justiça Gerrie Nel e a funcionária de vigilância penitenciária Annette Vergeer.

Em seu depoimento, Kim Martin afirmou que é "a voz de Reeva", uma vez que os pais se encontram em delicado estado emocional que os impediu de tomar a palavra no tribunal. Martin disse que "Ela (Reeva) cuidava deles extremamente bem. Não só economicamente. Não sei como conseguiram suportar a perda". Ela ainda afirmou ter recorrido a antidepressivos para superar a morte da prima.

A vida de modelo de Reeva em Joanesburgo dava estabilidade financeira à família, que é de Porto Elizabeth. Ela passava em média apenas um mês por ano com os familiares. "Era muito trabalhadora", disse Martin. Durante o depoimento, os pais, Barry e June Steenkamp, presentes na audiência, choraram em diversos momentos assim como Pistorius, posicionado do outro lado da sala.

Já a funcionária de vigilância penitenciária Annette Vergeer defendeu a pena em regime domiciliar ao atleta, alegando que as prisões da África do Sul não estão aptas a receber deficientes. O promotor Gerrie Nel discordou e exigiu uma sentença mais severa para que "a sociedade não perca o respeito pela justiça".

A juíza Thokozile Masipa já anunciou que não deve estender a decisão até a próxima semana. Por isso, a pena de Oscar Pistorius deve ser confirmada até esta sexta-feira.

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