Primeiro ato de Kleina: motivar elenco

Técnico procura deixar os atletas tranquilos, diz que grupo é qualificado e vai contar com a ajuda do ex-goleiro Marcos

DANIEL AKSTEIN BATISTA, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2012 | 03h07

Gilson Kleina começou ontem a viver uma nova fase de sua vida. Agora com o uniforme do Palmeiras, comandou o primeiro treino em Itu e logo depois encarou as câmeras para falar deste seu desafio de livrar o time do rebaixamento no Brasileiro. Confiança não lhe falta, mas ele sabe que a chance de cair é uma realidade. Se conseguir ficar na Série A, o treinador só não quer ser chamado de herói.

Aos 44 anos, Kleina tem a consciência do que o seu trabalho pode lhe render. Pode ir ao céu ou ao inferno em apenas dois meses. São 13 rodadas pela frente para fazer aquilo que Luiz Felipe Scolari não vinha conseguindo: uma sequência de vitórias na competição.

"A oportunidade que tenho aqui é ímpar. Não resta nenhuma dúvida que é uma tarde diferente, mas não quero ser artista, esses são os jogadores", afirmou o treinador em sua apresentação. "Quero passar a maior tranquilidade para eles (atletas) e passar alegria pra torcida. O que me trouxe aqui foi o meu trabalho.''

Ele pediu para não ficar com os méritos caso o time consiga seu principal objetivo no Brasileiro. "Herói não quero ser, serão os jogadores, diretoria e funcionários", avisou "Não tenho receio se as coisas não derem certo. Vamos trabalhar pra que deem. Se não acontecer, podem ter a certeza que assumirei a culpa, não transfiro para ninguém."

Kleina chegou a Itu na quarta-feira, quando teve o primeiro contato com os atletas. Ontem, admitiu que ainda não sabe o nome de todos os jogadores. Além da conversa com o elenco, o treinador afirmou que o mais importante foi o papo que teve com a diretoria e a comissão técnica.

Marcos em alta. Narciso, que vinha treinando o time após a saída de Felipão, ficará como auxiliar na competição. Marcos também terá papel fundamental na dura missão de salvar o Palmeiras da degola. Kleina fez questão de ressaltar a importância do ex-goleiro na recuperação do time.

"O Marcos trocou de roupa, mas destrocou rapidinho (no vestiário). Ele vai ser um profissional atuante. Está muito confiante, conversou muito. Ele mesmo conversou com a gente do que foi feito, estabelecido. Sabemos que a parcela dele é muito importante. É um cara que vive a história" disse Kleina. "Se ele quiser ficar no campo, está à vontade. Se quiser só participar das reuniões que fazemos uma vez por semana, fica à vontade."

Apesar do pouco contato com o grupo, Kleina já percebeu duas coisas no elenco: os jogadores estão com vontade de mudar a situação do time, mas a ansiedade é um obstáculo a ser superado.

"É preciso simplificar, ter tranquilidade para chegar na área. Trabalhar a casa de trás pra frente para voltar a ser forte", ensinou. "Temos um elenco qualificado, jogadores com currículo espetaculares. O último grito de campeão no País foi do Palmeiras."

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