Primeiro passo antes do Barcelona

Amanhã, em Nagoya, Santos decide uma vaga à final da competição diante do surpreendente Kashiwa Reysol, de Nelsinho Baptista e Jorge Vagner

LUÍS AUGUSTO MONACO / NAGOYA ENVIADO ESPECIAL , O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2011 | 03h06

Está chegando ao fim a contagem regressiva para a estreia do Santos no Mundial de Clubes da Fifa. Amanhã, às 8h30 (horário de Brasília), o time entrará em campo no gelado Toyota Stadium para enfrentar o Kashiwa Reysol (campeão japonês) na disputa por uma vaga na final da competição - o outro aspirante ao título sairá do confronto de quinta-feira entre Barcelona e Al-Sadd, em Yokohama.

O clima não é o ideal para uma partida tão importante. A insatisfação do lateral-esquerdo Léo com a reserva mexe com alguns jogadores, principalmente os mais próximos dele, e a confirmação por parte de Ganso de que vendeu para a DIS os 10% de seus direitos econômicos que lhe pertenciam deixaram a diretoria em polvorosa.

Dentro de campo, Muricy Ramalho fez o possível para dar uma relaxada em seus jogadores, quase todos carregando o peso de uma temporada com mais de 70 jogos.

Se o treino de domingo já havia sido leve, o de ontem foi ainda mais sossegado. E hoje, no trabalho que será realizado no palco da partida, a exigência será menor.

O treinador lamenta a ausência no grupo do volante Adriano - cortado por causa de uma cirurgia no tornozelo direito a que foi submetido. Nem tanto para o jogo de amanhã, porque o Santos vai precisar mais de talento e agressividade do que de marcadores implacáveis, mas para o caso de ter de enfrentar o Barcelona na final.

Sem ele, adaptou Henrique na cabeça de área e montou o meio de campo como se fosse um losango - Elano pela direita e Arouca pela esquerda jogarão na mesma linha, e Ganso ficará à frente para ser acionado e cuidar da armação das jogadas.

Na frente, o oportunista Borges e o craque Neymar, de quem a organização espera uma grande atuação para ajudar a alavancar o Mundial e arrastar uma multidão para o jogo decisivo de domingo, provavelmente no duelo contra o badalado Barcelona, de Messi e companhia.

Franco-atirador. O Kashiwa fará o papel do franco atirador. Para um time que há dois anos jogava a Segunda Divisão da J-League, estar na semifinal já é um grande feito. Se passar pelo Santos, será lucro e fará história como o "Mazembe asiático" - ano passado o time africano derrotou o Inter de Porto Alegre e depois perdeu a final para a Inter, e se for derrotado não será um desastre.

O time vem embalado por duas vitórias no torneio - bateu o Auckland, na estréia, por 2 a 0, e superou o favorito Monterrey nos pênaltis, nas quartas de final.

Seu técnico, Nelsinho Baptista, sonha com a proeza: "Fui jogador e sei que é possível ganharmos do Santos."

Amanhã de manhã, a resposta.

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