Primo resgata sobrenome Boschilia na arbitragem

Dulcídio Wanderley Boschilia. O imponente nome de um dos mais emblemáticos árbitros do País fez jus ao estilo rigoroso que mostrava em campo, nas décadas de 70 e 80. Hoje, em São Januário, é a vez de Bruno Boschilia se impor num estilo mais "calmo", como define. Primo do famoso juiz, Bruno será um dos assistentes de Flu x São Paulo.

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

22 Maio 2011 | 00h00

Mesmo sem ter conhecido o parente, Bruno, que vive no Paraná, cansou de ouvir o folclore em torno de Dulcídio, ex-policial militar. "Sempre que vou a São Paulo me contam histórias, mas acho que a maioria é lenda. Não acredito que tenha apitado com revólver na cintura", diz o assistente, de 28 anos. "Ele era árbitro à moda antiga. Sou mais calmo, não discuto com atleta. A nova geração é preparada, a maioria tem curso superior e recebe acompanhamento psicológico."

Bruno diz que começou a bandeirar por influência do pai, Luiz, que também era juiz e é primo em primeiro grau de Dulcídio. "Acho que o sobrenome é indiferente, pois vai depender do que eu fizer em campo", diz ele, que nem pensa em virar árbitro - questão de afinidade, diz.

Mestre em Educação Física com o tema "Futebol e Violência", Bruno já esteve em 10 jogos da Série A desde 2009 e aguarda indicação para a Fifa. Se conseguir, ele chegará mais longe do que Dulcídio, que morreu em 1998 sem realizar o sonho de integrar os quadros da entidade.

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