Twitter/Team Sky
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Principal equipe do ciclismo mundial perde patrocinador e tem futuro em risco

Sky anunciou saída do esporte após ser comprada pela empresa norte-americana Comcast

Estadão Conteúdo

12 de dezembro de 2018 | 09h38

O futuro da equipe de ciclismo mais bem-sucedida da última década foi colocado em dúvida nesta quarta-feira quando a Sky anunciou a sua retirada do esporte, na sequência da aquisição da gigante europeia de TV paga pela empresa norte-americana Comcast.

O Team Sky, que teve um ciclista como vencedor em seis das últimas sete edições da Volta da França, terá de competir em 2020 com um nome diferente e se conseguir um novo patrocinador.

"O fim de 2019 é o momento certo para nós seguirmos em frente quando abriremos um novo capítulo na história da Sky e voltaremos nosso foco para diferentes iniciativas", disse o chefe-executivo da Sky, Jeremy Darroch.

A equipe recebeu 25,3 milhões de libras (aproximadamente R$ 123,5 milhões) em patrocínios no ano passado da Sky e da 21st Century Fox, que detinha a maior participação na empresa de TV paga.

"Com a Sky saindo no final do próximo ano, a equipe está de mente aberta sobre o futuro e o potencial de trabalhar com um novo parceiro, caso a oportunidade certa se apresente", disse o gerente-geral do Team Sky, Dave Brailsford.

O Team Sky foi criado em 2009 por Brailsford, um ano após o ciclismo britânico conquistar 14 medalhas olímpicas nos Jogos de Pequim, com o objetivo de ser o primeiro time do país a ser campeão da Volta da França.

"O Team Sky começou com a ambição de construir uma equipe limpa, uma equipe vencedora em torno de um núcleo de ciclistas e dirigentes britânicos. O sucesso da equipe tem sido o resultado do talento, dedicação e trabalho duro de um grupo notável de pessoas que constantemente se desafiou em busca de níveis mais altos de desempenho. Nada disso teria sido possível sem a Sky", disse Brailsford.

Bradley Wiggins ganhou a mais prestigiosa prova do ciclismo em 2012, mas posteriormente o resultado ficou marcado por controvérsias. Um comitê parlamentar britânico disse no início deste ano que a equipe Sky cruzou a "linha ética" sobre o uso terapêutico de medicamentos a partir da obtenção de exceções para permitir que Wiggins tomasse um corticosteroide poderoso para se preparar para aquela edição da Volta da França. Wiggins e Sky negaram ter cometido erros.

Desde então, a Sky só não venceu a Volta da França em 2014, em que o italiano Vincenzo Nibali triunfou pela Astana. Os outros títulos da equipe foram conquistados por Chris Froome, em quatro oportunidades, e Geraint Thomas, neste ano.

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