Divulgação/IAAF
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Problemas com doping na Rússia começam na juventude, diz ministro

Ministro dos Esportes do país afirma que uso de substâncias ilegais para melhoria de desempenho começa ainda nas escolas

Estadão Conteúdo

03 de fevereiro de 2015 | 11h17

Crianças atletas da Rússia estão usando substâncias proibidas enquanto ainda estão nas escolas, disse nesta terça-feira o ministro dos Esportes do país, Vitaly Mutko. Com a Rússia atingida por escândalos de doping durante meses, Mutko prometeu reprimir o doping entre as crianças, o que ele sugeriu ser o resultado de um sistema em que os treinadores podem receber bônus financeiros quando os jovens atletas vencem competições.

Um resquício da era soviética, a Rússia tem centenas de academias para crianças abrangendo dezenas de esportes olímpicos de verão e inverno. "Vamos para as escolinhas das crianças e reprimir treinadores que querem ganhar algum tipo de campeonato a qualquer preço e receber um bônus", disse Mutko, ao discutir formas de fortalecer o combate ao doping, em comentário divulgado pelo site esportivo russo R-Sport.

Em casos de doping na juventude, "então ele (o atleta) entra na equipe nacional e não pode atingir o seu potencial", acrescentou. O ministro dos Esportes também disse que a Rússia está gastando "recursos colossais" para a luta contra o doping.

A Agência Mundial Antidoping e a Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) abriram investigações sobre acusações de doping sistemático por competidores russos, após a transmissão por um canal de TV alemão, em dezembro, de um documentário no qual os denunciantes apresentavam casos de uso de substâncias proibidas no atletismo do país, e que seriam encobertos pela agência nacional antidoping.

No mês passado, a IAAF disse que desde a introdução do programa de passaportes biológicos, em 2009, mais da metade de todos os atletas punidos sob o sistema foram russos. Neste ano, até agora são quatro casos, incluindo o da atual campeã olímpica do dos 3 mil metros com obstáculos, Yulia Zaripova.

No entanto, insistiu Mutko, a Rússia não é a líder mundial em doping. Para ele, o porcentual de seus atletas pegos usando substâncias proibidas "é como nos Estados Unidos, Inglaterra, e em todos os outros países. O sistema (antidoping) funciona".

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