Procon-RJ instaura investigação contra venda de ingressos do Rio/2016

Iniciado na semana passada, o processo de venda de ingressos para a Olimpíada de 2016 já está causando polêmica. Nesta sexta-feira, o Procon do Rio informou, por meio de nota, que foi instaurada uma investigação contra o Comitê Rio-2016, organizador dos Jogos, por suspeita de irregularidades na forma de comercialização dos bilhetes.

RONALD LINCOLN JR., Estadão Conteúdo

23 de janeiro de 2015 | 19h14

Durante a apresentação do processo, o Comitê Rio-2016 informou que nas três primeiras etapas de venda via internet, a compra só poderia ser realizada com cartão - de crédito, débito, ou virtual - da bandeira Visa, patrocinadora do evento, e apenas na quarta, realizada em lojas físicas, seria aceito dinheiro em espécie.

Mas, de acordo com o Procon, nas etapas de venda online, os organizadores dos Jogos estaria desrespeitando o Decreto-Lei nº 857, que considera ilegal não haver formas de pagamento que possam ser efetuadas em dinheiro. A autarquia dá um prazo de 15 dias para o Comitê Rio-2016 se pronunciar sobre o caso.

Em contato com a reportagem, a assessoria do Comitê Rio 2016 afirmou que os questionamentos do Procon serão esclarecidos prontamente. A entidade justificou ainda que o cartão virtual disponível nas primeiras etapas de venda, embora também seja uma ferramenta Visa, permite que o pagamento dos ingressos possa ser feito com cartões de variadas bandeiras, por boleto bancário, e outros métodos.

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