Brendan McDermid/Reuters
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Procuradoria investiga papel de universidade em casos de abuso sexual de ginastas

Procurador-geral de Michigan investiga a forma como a instituição lidou com as acusações contra o médico Larry Nassar

Estadão Conteúdo

27 Janeiro 2018 | 21h18

O procurador-geral de Michigan, Bill Schuette, criticou a Universidade Estadual de Michigan por permitir que Larry Nassar abusasse sexualmente de crianças e mulheres durante anos, e também mandou um recado para o conselho de administração da instituição.

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"Não preciso de conselhos do conselho", disse Schuette em uma entrevista coletiva neste sábado. "Francamente, eles são os últimos que deveriam dar conselhos por causa de seu comportamento".

A procuradoria investiga a forma como a universidade lidou com as acusações de abuso sexual contra o médico. Schuette disse que Williams Forsyth, um promotor aposentado com mais de 40 anos de experiência, trabalhará em tempo integral na investigação independente. Forsyth liderará um grupo que inclui investigadores do escritório da procuradoria de Michigan e da polícia estadual.

"O que deixou a Estadual de Michigan apertada é a sensação de que eles se esconderam informações", disse Forsyth. "Talvez porque eles pensaram que isso os tornaria melhores, mas você não pode fazer isso ".

Nassar foi sentenciado nesta semana a um mínimo de 40 anos de prisão por abusar sexualmente de jovens mulheres, muitos delas atletas da universidade. Há uma crescente pressão para saber se funcionários da universidade estavam conscientes do seu comportamento e de como eles reagiriam às acusações de abusos.

A presidente da universidade, Lou Anna Simon, renunciou algumas horas depois da sentença contra Nassar na quarta-feira, e o diretor esportivo da universidade, Mark Hollis, deixou seu cargo na sexta-feira.

Os jornais Lansing State Journal e The Detroit News informaram na sexta-feira que a universidade não compartilhou com uma paciente todas as conclusões de uma investigação de 2014 sobre suas acusações contra Nassar por abuso sexual.

A paciente, Amanda Thomashow, recebeu uma versão abreviada do relatório, que concluiu que o comportamento de Nassar não era de natureza sexual, e por isso não violava a política da universidade sobre assédio.

A universidade não forneceu a Thomashow o resto de suas descobertas, incluindo que Nassar não explicou os procedimentos "invasivos e sensitivos" que realizou, e que ao não receber o consentimento dos pacientes "expunha os pacientes a um trauma desnecessário com base na possibilidade de que (o tratamento) foi percebido como comportamento sexual inapropriado".

Além de seu trabalho na universidade, Nassar atuou como médico da Federação de Ginástica dos Estados Unidos, e várias atletas olímpicas do país o denunciaram por abuso sexual. Toda a diretoria da federação renunciou após pressão do Comitê Olímpico dos Estados Unidos.

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