Tolga Akmen/AFP
Tolga Akmen/AFP

Prodígio norueguês Magnus Carlsen ganha o tetra mundial de xadrez

Jovem faz mais uma vez história ao bater Fabiano Caruana e se consagrar como um dos maiores da modalidade

O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2018 | 23h18

Depois de uma disputa dura e equilibrada, o norueguês Magnus Carlsen conquistou mais um título mundial de xadrez. Ele derrotou o norte-americano Fabiano Caruana no tie break, após 12 empates consecutivos nos últimos dias. “Foi um duelo difícil. Em nenhum momento achei que estivesse perto de vencê-lo. Foi uma disputa tensa do início ao fim”, comentou o campeão.

Este foi o quarto título do jovem de 27 anos, que já é considerado um dos maiores jogadores de xadrez da história. Com a conquista, ele embolsou 550 mil euros (cerca de R$ 2,4 milhões) enquanto Caruana ficou com 450 mil euros (aproximadamente R$ 1,97 milhão). “Estou decepcionado. Cheguei perto e, se estivesse em um bom dia, talvez tivesse conseguido”, lamentou o norte-americano de 26 anos.

 

O título mundial coroa a carreira de um rapaz que começou a mostrar seu talento com as peças no tabuleiro precocemente. Ele iniciou por influência do pai e aos 13 anos já tinha o título de Grande Mestre. Foi com essa idade que ele derrotou o ex-campeão mundial Anatoli Karpov e quase superou outra lenda, Garry Kasparov, com quem foi treinar mais tarde.

Com somente 22 anos, Carlsen conquistou seu primeiro título mundial e agora é tetracampeão. O “Thor do xadrez”, como é chamado por causa de sua origem escandinava e corpo atlético, tem provocado grande impacto em seu país. Por causa de seu sucesso, o xadrez ficou mais popular e nas grandes cidades da Noruega as pessoas acompanham sua trajetória e jogam xadrez em locais públicos.

“O Carlsen se transformou na imagem deste esporte ao romper o estereótipo do jogador de xadrez. Não é um nerd ou mais um jogador russo. Com ele, o Campeonato Mundial despertou um interesse midiático enorme e acreditamos que o xadrez será uma das grandes tendências para o próximo ano”, afirmou Ilya Merenzon, organizador do torneio e delegado-conselheiro da Federação Mundial de Xadrez.

Os especialistas explicam que é difícil encontrar falhas no jogo de Carlsen, que ainda conta com uma memória prodigiosa e ótima intuição, fundamentais para quem precisa de um vasto repertório de jogadas. Ontem, ele conquistou sua vitória na morte súbita do xadrez: uma série de quatro partidas rápidas nas quais o competidor tem um total de 25 minutos para mexer suas peças.

Se em 12 partidas anteriores foram 12 empates, desta vez Carlsen conseguiu vencer os dois primeiros jogos e depois, quando precisava de apenas um empate para manter o título, ganhou novamente e comemorou. “O Caruana é claramente o adversário mais duro que já enfrentei na vida”, afirmou o prodígio norueguês.

 

 
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