Tytus Zmijewski/EFE/EPA
Tytus Zmijewski/EFE/EPA

Prodígio sueco quebra recorde mundial do salto com vara com 6,17m

Armand Duplantis bate marca histórica em torneio indoor na Polônia

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2020 | 18h44

O recorde mundial do salto com vara masculino foi quebrado neste sábado por um sueco que promete ser a grande sensação da prova nos próximos anos - e que já se credenciou a ganhar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Armand Duplantis conseguiu a marca de 6,17 metros em um torneio indoor disputado na cidade de Torun, na Polônia.

O salto de Duplantis foi apenas um centímetro melhor do que o recorde anterior, do francês Renaud Lavillenie, obtido em 2014 em uma competição realizada em Donetsk, na Ucrânia.

Duplantis havia chegado muito perto de conseguir o salto de 6,17m na última terça-feira, em Dusseldorf, na Alemanha. Naquela ocasião, ele esbarrou levemente no sarrafo durante sua descida e viu o sonho do recorde ser adiado. Em Torun, o sueco alcançou a façanha em sua sexta tentativa. Antes, ele já havia superado as marcas de 5,52m, 5,72m, 5,92m e 6,01m sem nenhum erro. Duplantis competiu sozinho na maior parte do tempo, já que nenhum outro concorrente passou dos 5,52 m.

"O recorde é algo que eu desejava desde que tinha três anos de idade", contou o prodígio sueco, para quem a façanha alcançada neste sábado dará muita confiança para a disputa dos Jogos de Tóquio. "É um ano muito importante e essa é uma boa maneira de começá-lo."

Armand Duplantis, cujo apelido é Mondo, nasceu nos Estados Unidos, país de seu pai, Greg, um ex-atleta de salto com vara que hoje atua como treinador do filho. Ele, porém, compete com a nacionalidade sueca, a mesma de sua mãe, Helena, uma ex-jogadora de vôlei e ex-heptatleta. Ela foi a primeira pessoa que Duplantis abraçou assim que conseguiu o salto que entrou para a história.

Na Olimpíada do Rio, em 2016, Thiago Braz conquistou a medalha de ouro na prova ao vencer uma emocionante disputa com o favoritíssimo Levillenie. Desde então, o brasileiro não tem conseguido bons resultados de maneira consistente, mas acredita que estará em condições de brigar de igual para igual com o francês e com Duplantis em Tóquio.

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