Gaspar Nobrega/VIPComm-22/1/2011
Gaspar Nobrega/VIPComm-22/1/2011

Promessa de casa cheia na final entre Flamengo e Bahia

Mesmo sem um clube paulista na decisão, Pacaembu deve receber esta manhã grande público das duas torcidas

Anelso Paixão, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2011 | 00h00

Donos de torcidas apaixonadas que vão além de suas fronteiras, Flamengo e Bahia prometem levar um grande público ao Estádio do Pacaembu na manhã desta terça-feira, quando decidem, a partir das 10 horas, o título da 42.ª Copa São Paulo de Juniores. Mais uma vez a competição, cuja final faz parte das comemorações do aniversário da capital, não terá uma equipe paulista na decisão. Sem problema, pois em campo estarão dois times com muitos aficionados na megametrópole.

Para os cariocas do Flamengo, a chance de comemorar pela segunda vez a conquista do tradicional torneio - a única foi em 1990, portanto, há 21 anos. Para os baianos, o sonho de chegar lá pela primeira vez.

Na arrancada até a final, os times fizeram campanha impecável, deixando pelo caminho grandes e poderosos adversários. O Flamengo, por exemplo, passou por Cruzeiro e Desportivo Brasil, ambos nos pênaltis, e também pelo São Paulo (1 a 0), clubes com um ótimo trabalho nas categorias de base. Se deu ao luxo até de aplicar duas goleadas ao longo do percurso, contra Gurupi, na primeira fase, por 7 a 1, e sobre o Coritiba, nas quartas de final, por 6 a 2.

O Bahia, embora com campanha bem mais modesta em termos de gols, deixou para trás o rival Vitória, nos pênaltis, e o forte Santos. A campanha baiana, aliás, é marcada pela superação. O time estreou perdendo para o América-MG por 1 a 0, se recuperou batendo Noroeste (1 a 0) e Taboão da Serra (4 a 0). Depois, superou a Portuguesa por 2 a 1, o Vitória nos pênaltis após empate por 1 a 1, o Santos por 2 a 1 e devolveu a derrota da estreia para o América-MG, desta vez por 2 a 1.

Os times também têm seus goleadores brigando pela artilharia. O Flamengo marcou 19 gols, sendo que Lucas e Thomaz foram responsáveis por 5 cada. Brigam ainda para superar Dellatorre, do Desportivo Brasil, com 7. No Bahia, que marcou 12 vezes no torneio, o destaque é Rafael, autor de 5 deles.

Problemas. Para acabar com o jejum de títulos na competição, o técnico Laelson Lopes, do Bahia, não poderá contar com Madson, Jussandro e Igor, suspensos pelo terceiro cartão amarelo. Os prováveis substitutos são João Marcos, Mansur e Anderson. Em compensação, o goleador Rafael está liberado para jogar a decisão após desfalcar o time contra o América-MG. "O vice-campeonato já é uma posição histórica. Nossos atletas estão cientes da dificuldade, mas desde o início da competição estamos mostrando um time equilibrado", comentou o treinador.

O técnico Paulo Henrique, do Flamengo, adota discurso semelhante sobre a campanha do time. "Conversei com eles (os jogadores) e expliquei que já são vencedores. Só de chegarem à final num campeonato que tem 92 clubes mostra que eles têm potencial", afirmou o treinador. "São jogadores muito novos e não precisam ficar preocupados em como vão ficar marcados caso percam."

TODOS OS CAMPEÕES

Corinthians 7 (1969, 1970, 1995, 1999, 2004, 2005 e 2009)

Fluminense 5 (1971, 1973, 1977, 1986 e 1989)

Internacional 4 (1974, 1978, 1980 e 1998)

São Paulo 3 (1993, 2000 e 2010)

Atlético-MG 3 (1975, 1976 e 1983)

Ponte Preta 2 (1981 e 1982)

Nacional-SP 2 (1972 e 1988)

Portuguesa 2 (1991 e 2001)

Santos 1 (1984)

Juventus 1 (1985)

Cruzeiro 1 (2007)

Vasco 1 (1992)

Guarani 1 (1994)

América-SP 1 (2006)

Marília-SP 1 (1979)

Flamengo 1 (1990)

América-MG 1 (1996)

Paulista 1 (1997)

Roma Barueri 1 (2001)

Santo André 1 (2003)

Figueirense 1 (2008) 

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