Promessa: investir pelo menos R$ 10 milhões para time se manter na elite

Presidente conta com a boa vontade dos principais atletas em permanecer no Bahia e vai atrás de reforços de olho em bom papel na Série A

, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2010 | 00h00

"Chegar para não sair mais." Esse é o pensamento do Bahia em seu retorno à Série A após sete anos de sofrimento perambulando pelas Séries B e C. Ciente de que a missão não é fácil, pois nos últimos anos muitos clubes subiram para descer na temporada seguinte, a direção baiana promete investir pesado para fazer valer o apelido de "esquadrão de aço" e formar um grupo forte a fim de evitar mais vexames e decepções a seus apaixonados torcedores. O planejamento passa por investimento de, no mínimo, R$ 10 milhões - foram R$ 4 milhões em 2010 na campanha do acesso - para buscar atletas de alto nível, ações de marketing e a manutenção do atual elenco.

"Vamos entrar em 2011 com o pensamento de vencer o Campeonato Baiano, melhorar nossa campanha na Copa do Brasil e ficar na Série A, já que no primeiro ano é complicado", afirma o presidente Marcelo Guimarães Filho, o Marcelinho, há dois anos no comando do Bahia. "Depois, vamos projetar para em 2012 estarmos ainda mais forte na Primeira Divisão."

A primeira missão do mandatário tricolor, contudo, será garantir a permanência do diretor de futebol Paulo Angioni e do técnico Márcio Araújo. Ambos querem conversar com seus familiares em São Paulo antes de estender seus contratos. Nomes como o de Silas e PC Gusmão já surgem para uma eventual substituição no comando. Depois, Marcelinho terá de mostrar jogo de cintura para evitar um desmanche do atual grupo. Nada menos do que nove importantes peças têm seus contratos vencendo no fim do ano: o artilheiro Adriano, Fábio Bahia, Arilton, Morais, Bruno Octávio, Jancarlos, Everton e Luisão. Ainda tentará convencer Ávine e Jael, que após boa Série B têm propostas de outros clubes, a seguir no Bahia.

"Estou amarradão aqui e espero seguir, mas vai depender do Corinthians", diz o meia Morais, que ainda pertence ao Alvinegro paulista. "Se em janeiro eles exigirem minha volta, me apresento lá. Porém, minha vontade é a de seguir jogando, o que está acontecendo, e bem, aqui." O diretor de Futebol corintiano, Mário Gobbi, gosta muito do trabalho do jogador, o que pode prejudicar os planos do Bahia. O bom, entretanto, é que todos querem seguir no esquadrão de aço. Além de Morais, Ávine, Jael, Adriano, Luisão e Fábio Bahia vêm fazendo coro de que seguirão em Salvador. Depois de roerem o osso até na Terceirona, querem degustar o filé da elite.

Contudo, teriam de brigar por posição, já que o time trará novos atletas. A direção baiana está com um lista de dez nomes em mãos e Marcelinho promete não medir esforços. "Os nomes dos reforços já estão na boca da torcida. Vamos fazer de tudo para negociar." Fechar um grupo bom e rápido significa não sofrer como nas últimas temporadas, na qual se gastou demais para contratar - e muita coisa deu errado. Em 2006, por exemplo, o Bahia teve 66 jogadores, caiu para 54 no ano seguinte, 46 em 2008 e 44 em 2009. Na atual temporada, contou com "apenas" 40, mas foram sete laterais-direito até um acerto: Dênis, Apodi, Rafael, Arilton, Carlos Alberto, Bebeto e, por fim, Jancarlos. Sobram lições aos dirigentes para se fazer o correto na volta à elite.

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