Siphiwe Sibeko/Reuters
Siphiwe Sibeko/Reuters

Promotor não confirma testosterona na casa de Pistorius

Polícia levantou hipótese de Pistorius estar se dopando para melhorar o desempenho esportivo

AE-AP, Agência Estado

20 de fevereiro de 2013 | 16h16

PRETÓRIA - O porta-voz da Promotoria do Ministério Público da África do Sul afirmou nesta quarta-feira que houve um erro testemunhal do investigador Hilton Botha quando o policial informou que foram encontradas caixas com testosterona no quarto do astro paralímpico Oscar Pistorius, acusado de ter premeditado o assassinato da sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp, na semana passada, em sua própria casa, em Pretória.

Medupe Simasiku, porta-voz do órgão sul-africano, afirmou que é muito cedo para identificar a substância achada no local como testosterona até que a mesma seja submetida a testes de laboratório que comprovem, de fato, qual ela é.

O investigador Hilton Botha disse, no início da audiência desta quarta-feira, em Pretória, que foram encontrados frascos contendo este hormônio e seringas no quarto do velocista paralímpico, que está sendo acusado de matar, de forma premeditada, Reeva Steenkamp com quatro tiros no banheiro da suíte do casal.

Simasiku, entretanto, afirmou que "não é certo" dizer que a substância encontrada no aposento do atleta seja, realmente, testosterona. O advogado de Pistorius, Barry Roux, confirmou a existência das caixas na residência do corredor sul-africano, mas disse que o conteúdo das mesmas "não é um esteroide e nem uma substância proibida", depois de a revelação da polícia ter levantado a possibilidade de o atleta biamputado ter feito uso de doping para melhorar o seu rendimento esportivo. "Trata-se de um remédio à base de plantas, ele pode usá-lo e já havia utilizado antes", assegurou.

Craig Spence, porta-voz do Comitê Paralímpico Internacional, também se manifestou para garantir que Pistorius foi submetido a dois exames antidoping entre 25 de agosto e 8 de setembro do ano passado e garantiu que ambos deram resultado negativo.

Pouco dias antes deste período, o atleta de 26 anos se tornou o primeiro corredor paralímpico a competir em uma edição da Olimpíada. Ídolo sul-africano e ícone do esporte, ele representou o seu país nas provas dos 400 metros e do revezamento 4x400 metros dos Jogos de Londres. E, em três participações em Jogos Paralímpicos, conquistou oito medalhas, sendo seis delas de ouro.

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