Promotor pede avaliação psicológica de Oscar Pistorius

Teste pode significar mais um adiamento do julgamento, iniciado em 3 de março

Agência Estado

13 de maio de 2014 | 11h05

PRETÓRIA - O promotor Gerrie Nel pediu nesta terça-feira, em mais um dia do julgamento de Oscar Pistorius pelo assassinato de Reeva Steenkamp, que o atleta paralímpico seja colocado sob avaliação psiquiátrica em um hospital durante 30 dias após um especialista declarar que o astro sul-africano sofre de um grave transtorno de ansiedade.

Nel fez o pedido na sequência do testemunho dado na última segunda-feira por Merryll Vorster, um psiquiatra apresentado pela defesa. Vorster declarou que a desordem por ele diagnosticada em Pistorius pode ter desempenhado um papel fundamental no seu ato de disparar contra Reeva, a sua namorada, em 14 de fevereiro de 2013.

O promotor reconheceu nesta terça-feira que a avaliação do estado psicológico de Pistorius pode significar mais um adiamento do julgamento, iniciado em 3 de março. A juíza Thokozile Masipa, então, afirmou que vai se pronunciar sobre a solicitação de Nel na manhã desta quarta-feira.

Nel questionou a razão para a defesa optar pelo depoimento de um psiquiatra. O promotor, inclusive, insinuou que os advogados de Pistorius estão tentando forçar a ideia de que uma doença contribuiu para os disparos, com a intenção de que o atleta paralímpico tenha menos responsabilidade sobre o assassinato. Assim, Nel tenta repelir qualquer tentativa da defesa de mostrar que o júri deveria ser condescendente com Pistorius em razão de sua suposta condição mental, que teria afetado os seus atos.

Pistorius afirma que confundiu Reeva com um intruso quando ele atirou através da porta fechada do banheiro da sua residência. Já os promotores defendem que ele matou a sua namorada após uma discussão.

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