Protesto motiva policiamento extra em sorteio no Rio

A Polícia Militar do Rio reforçou o policiamento nos acessos da Marina da Glória, na zona sul na capital carioca, onde vai ser realizado nesta tarde de sábado a cerimônia da Fifa de sorteio das Eliminatórias da Copa de 2014. A medida foi tomada por causa de um protesto contra dirigentes e a falta de transparência nos gastos para o Mundial.

DANIELA AMORIM, Agência Estado

30 de julho de 2011 | 14h53

Menos de 500 pessoas que se reuniram pela manhã no Largo do Machado caminharam em passeata até as proximidades da Marina, no Aterro do Flamengo, acompanhados pela Polícia Militar. Os manifestantes do movimento intitulado "Marcha por uma Copa do Povo: Fora Ricardo Teixeira", convocado pela Frente Nacional dos Torcedores com a adesão de partidos de esquerda e movimentos sociais, querem se aproximar da Marina para protestar entregando à presidente Dilma Rousseff uma bola com documentos relatando denúncias contra o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a má alocação de recursos públicos na construção de arenas e outros projetos para a Copa em detrimento de outras prioridades. Dilma e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, participarão do sorteio.

Durante a passeata, os manifestantes chegaram a interromper o trânsito no Aterro do Flamengo por duas vezes, mas foram convencidos por policiais militares a permanecerem nos gramados. Mesmo assim, o trânsito na via expressa que corta o parque do Flamengo segue lento.

Como os organizadores do protesto mantêm o propósito de chegar o mais perto possível da Marina, a Polícia Militar enviou homens do Batalhão de Choque para o local, que chegaram com cassetetes, armas com balas de borracha e bombas de gás, mas não houve qualquer confronto até agora. Os policiais tentam impedir, por meio de negociações, que os manifestantes tentem ultrapassar aquele ponto. Também estão no local

policiais do regimento de cavalaria e agentes com cães.

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