Protestos levam 27 à prisão na Índia

Manifestantes criam tocha simbólica pró-Tibete e protestam em frente ao palácio presidencial em Nova Délhi

O Estadao de S.Paulo

16 de abril de 2008 | 00h00

Depois de um breve momento de paz, os organizadores do revezamento da tocha olímpica reencontrarão os protestos que marcaram o início da viagem do símbolo pelo mundo. A tranqüilidade vista na Argentina, na Tanzânia e em Omã não deve se repetir no continente asiático, onde a chama chega hoje. Acesse o canal especial de PequimNesta quarta-feira, a tocha será recebida em Islamabad, no Paquistão. Amanhã, irá a Nova Délhi, na Índia, onde a enorme comunidade tibetana exilada já protesta desde o início da semana. Ontem, 27 pessoas foram presas, após conduzirem uma ''tocha tibetana'' pela principal avenida de Nova Délhi. A manifestação ocorreu a um quilômetro do palácio presidencial, onde começará o revezamento em solo indiano. Estima-se que 130 mil tibetanos vivam na Índia, entre eles, o dalai-lama.A possibilidade de protestos nesta etapa da viagem do símbolo olímpico fez com que rotas do revezamento, tanto no Paquistão quanto na Índia, fossem alteradas. O mesmo acontecerá no Japão - a tocha chega em Nagano no dia 26. As autoridades não querem correr o risco de novos distúrbios, como os ocorridos em Paris, quando a chama foi apagada.A situação política em Nova Délhi, especialmente, preocupa o governo chinês. Tanto que o Ministério das Relações Exteriores diz confiar que a Índia tomará medidas efetivas para garantir a segurança da tocha.Líderes paquistaneses informaram que não esperam protestos contra a China no evento de hoje, mas destacaram que mudaram o percurso da tocha por precaução. ''Por enquanto não há nenhuma ameaça, mas decidimos não correr riscos'', afirmou o tenente-coronel Baseer Haider, porta-voz da Associação Olímpica Paquistanesa. A chama, que seria exibida na avenida principal de Islamabad e passaria em frente ao Parlamento, ficará apenas dentro do estádio.A Índia, já preocupada com as manifestações dos exilados tibetanos, anunciou que mudará o percurso do símbolo olímpico - de acordo com a imprensa do país, o revezamento inicial de 9 km será reduzido em um terço. ''A rota foi reduzida, mas ainda definiremos o novo percurso'', disse Randhir Singh, secretário-geral do Comitê Olímpico indiano.

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