Prova de 2011 deverá ter protestos de ambientalistas

Para especialistas, governos das províncias não fizeram estudos adequados sobre o [br]impacto da corrida

Ariel Palacios, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2010 | 00h00

Enquanto centenas de milhares de torcedores e curiosos esperam o sinal da largada do Rali Dacar, previsto para sábado, em Buenos Aires, ecologistas argentinos e chilenos começam a mobilizar-se para protestar contra a corrida, já que consideram que afeta o ambiente.

Segundo eles, os governos das províncias por onde passará o rali não fizeram estudos adequados do impacto ambiental da passagem dos veículos.

Se a prova não agrada a ambientalistas, também não é unanimidade entre os políticos. A presidente Cristina Kirchner, que deve candidatar-se em breve à reeleição, engajou-se pessoalmente na campanha para que a Argentina e o Chile fossem o cenário do Rali Dacar novamente neste ano. Coincidentemente, a prova não passará por províncias governadas por integrantes da oposição.

No entanto, em Buenos Aires começa a espalhar-se a preocupação sobre o lobby brasileiro para que a organização opte em 2012 pela transferência para o Brasil. O diretor da competição, o francês Etienne Lavigne, ainda não desistiu do projeto de fazer, em 2012, a largada no Rio e ligação à capital do Peru, Lima.

Pelo terceiro ano consecutivo os portenhos preparam-se para assistir à largada do Rali Dacar, que desde 2008 foi deslocado de seu terreno original (o norte da África) para ser realizado no território da Argentina e do Chile. O rali começará formalmente em Buenos Aires, no primeiro dia de 2011, e terminará no dia 15 de janeiro (serão dois dias mais curtos que a edição de 2010) na própria capital argentina.

Do total de 442 participantes da edição 2011 do rali estão registrados 157 automóveis, 186 motocicletas, 39 quadriciclos e 60 caminhões.

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