PSG demonstra força na Espanha

Time é bastante superior ao Valencia, vence por 2 a 1, perde boas chances, mas tem Ibrahimovic expulso no fim

VALÊNCIA, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2013 | 02h05

O Paris Saint-Germain transformou a vitória sobre o Valencia por 2 a 1, no primeiro jogo das oitavas de final, no Estádio Mestalla, em uma demonstração de força para o restante da Copa dos Campeões. O time francês jogou melhor e só não definiu a vaga porque recuou na etapa final, sofreu um gol aos 45 e Ibrahimovic, craque do time, foi expulso aos 47 minutos.

O jogo da volta, no qual o Valencia precisa vencer por dois gols de diferença para avançar, será no dia 6 de março, em Paris. Ainda existe uma tênue esperança para os espanhóis.

Em sua estreia na Copa dos Campeões, Lucas teve uma ótima atuação. Acertou uma bola na trave aos 8 minutos e fez o jogo que o consagrou no São Paulo com velocidade e longas arrancadas. Foi assim que construiu o lance do segundo tento, deixando o mexicano Guardado no chão e cruzando para Pastore marcar. Mesmo sem ter anotado seu gol, Lucas já ganhou seu espaço: em sete jogos, foi a quarta assistência. Depois que foi substituído aos 8 da etapa final por causa de uma torção no tornozelo esquerdo, o time passou a ser mais pressionado.

Desde o começo, o PSG colocou suas cartas na mesa: deixou que o rival tomasse a iniciativa do jogo e engatilhou Lucas para a velocidade dos contra-ataques. O plano deu certo antes que os espanhóis encontrassem uma saída para a arapuca. Aos nove minutos, Lucas acertou a trave. No minuto seguinte, uma bela tabela assinada pelos argentinos do PSG terminou com uma bomba de Lavezzi que passou entre as mãos do goleiro Guaita - o brasileiro Diego Alves, convocado por Felipão, ficou no banco.

O Valencia continuou com o controle aparente da partida e a boa troca de passes (62% de posse de bola) mostrou que não foi à toa que a equipe ascendeu da 12.ª para a 5.ª posição no torneio espanhol desde que o técnico Ernesto Valverde assumiu, no final do ano passado. Faltava, no entanto, criatividade para colocar Jonas na cara do gol.

Os méritos do Valencia no torneio doméstico, no entanto, não foram suficientes para equilibrar a partida com o gigante francês. Honrando suas tradições italianas, o técnico Carlo Ancelotti montou um esquema defensivo quase intransponível. A melhor defesa do torneio foi molestada pouquíssimas vezes.

Era o momento de Lucas e ele apareceu. Com aquele repertório de jogadas, o atacante entortou o volante Parejo aos 27 e chutou rasteiro, mas fraco. Aos 40, fez a jogada do segundo gol.

Na etapa final, com o desenho do contra-ataque francês em negrito, o Valencia subiu o tom da pressão com as jogadas aéreas e diminuiu a vantagem aos 45 para reabrir a disputa pela vaga.

Mão na vaga. A Juventus superou o fanatismo dos torcedores e a pressão da equipe do Celtic e fez 3 a 0 em Glasgow, praticamente definindo a vaga. Com um gol aos 2 minutos (Matri) e outros no final do jogo (Marchisio e Vucinic), o time italiano fez valer sua superioridade técnica e a eficiência nos arremates.

A vitória, no entanto, saiu à fórceps. Os escoceses apostaram no jogo aéreo, criaram muitas chances quando o jogo estava 1 a 0, mas pecaram nas finalizações ou esbarraram em Buffon. A Juve matou o jogo no contragolpe.

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