Epitácio Pessoa/AE
Epitácio Pessoa/AE

'Psicólogo' Kleina cativa jogadores

Técnico tem conversado bastante com os atletas, com o objetivo de passar confiança e estímulo na busca pela reação

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2012 | 03h05

Quando Luiz Felipe Scolari deixou o Palmeiras, muito se falou que era necessário um choque no elenco e que isso só seria possível com a chegada de um novo treinador. Gilson Kleina foi contratado e com ele a dúvida sobre se teria capacidade para dar esse chacoalhão nos atletas. Mas sua postura nos primeiros dias de clube e na partida contra o Figueirense pegou muita gente de surpresa

A situação na tabela continua bastante complicada, mas a vontade do treinador em fazer as coisas darem certo parece contagiar o elenco. No clube, brincam e dizem que desde o primeiro contato com os atletas Kleina tem agido como um psicólogo faminto. Tem passado confiança para quem claramente sentiu o momento da equipe e mostrado a "fome de títulos" de que Felipão tanto falou que o elenco precisava. Embora Kleina já seja um treinador de 44 anos e passagem por 16 clubes, tem em seu currículo apenas o título do Campeonato Alagoano de 2006.

E, pela circunstância que o clube vive, escapar do rebaixamento seria algo mais importante para sua carreira do que a conquista de um estadual sem muita expressão em âmbito nacional.

É fato também que a chegada de um treinador em qualquer equipe proporciona nova motivação e causa uma espécie de "doping psicológico" nos jogadores. O grande desafio de Kleina é conseguir manter a equipe com a mesma postura e é exatamente isso que os dirigentes ainda esperam para constatar se fizeram ou não um grande negócio em contratá-lo.

Aos poucos, ele vai cativando o grupo. Juninho, por exemplo, foi um dos jogadores que mais receberam atenção do treinador. Kleina já disse que acha o lateral um craque e o que falta para ele é acreditar nisso. Coincidência, ou não, o lateral teve, diante do Figueirense, uma atuação bem melhor do que em vários jogos anteriores.

Outro ponto que mexeu com os jogadores é que Kleina bateu muito na tecla de que é preciso coragem para jogar no Palmeiras nesse momento. "Ele ousou na escalação e, mesmo em um jogo e momento tão complicados, colocou o João Denoni em campo. Ousadia que faltou ao Narciso e que o Felipão não tinha mais", disse um membro da diretoria, que pediu anonimato.

As palavras do treinador ganham proporção ainda maior com o momento delicado que vive a relação entre torcida e time. Torcedores ameaçam constantemente jogadores e dirigentes e alguns deles sentem o peso das ameaças. João Vitor, por exemplo, tem reunião hoje com a diretoria e pode acertar a rescisão de contrato por medo da torcida.

Caras "novas". Atendendo pedido da diretoria, Gilson Kleina reintegrou quatro jogadores que estavam treinando separadamente: o lateral Fabinho Capixaba, o volante Tinga e os atacantes Daniel Lovinho e Tadeu.

O quarteto havia sido dispensado por Felipão, mas a diretoria pediu que o novo treinador desse a eles uma nova oportunidade.

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