''Puxadinho'' no Morumbi para atender pedido da Fifa

O São Paulo fará um "puxadinho" para agradar à Fifa. Além do prédio a ser construído com dinheiro público em frente ao Morumbi para caminhões de TV, estacionamento e espaço vip, o novo projeto prevê a reforma do atual edifício-garagem do estádio. O anexo ficará no portão 17, na avenida Giovanni Gronchi. Nele haverátambém novos vestiários e um centro de imprensa para o Mundial.

Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

12 de setembro de 2009 | 00h00

Enquanto pôde, o clube negou-se a fazer a adequação. Mas, em reunião recente, o comitê executivo da Fifa exigiu a construção de novos vestiários e ordenou que a entrada dos times fosse concentrada no meio de campo - atualmente é feita pelos fundos do gramado. A saída foi usar o "puxadinho" colado ao Cícero Pompeu de Toledo.

"Os futebolistas que usam nossos vestiários os elogiam, mas a Fifa faz questão de padronizar os estádios da Copa", contou Adalberto Dellape, o diretor de marketing são-paulino. "Achávamos que não era necessário. Mas acatamos o que a Fifa pediu." Segundo o dirigente, o custo final da reforma do estádio (R$ 300 milhões, provavelmente financiados em parte pelo BNDES) não terá aumento significativo com a nova edificação.

Dellape admitiu que a demora da Fifa para definir o local da abertura da Copa causa dificuldades ao marketing tricolor. "Seria melhor que já houvesse ocorrido a escolha. Facilitaria muito o fechamento de parcerias para financiar as reformas que serão necessárias, embora muitas já tenham começado", declarou. O dirigente afirma que os sócios não serão prejudicados pela utilização de 50 mil metros quadrados da área social do clube para receber os parceiros comerciais da Fifa. "O São Paulo tem 200 mil metros de área social, haverá espaço suficiente", explicou Dellape.

O comitê paulista ainda não estimou os gastos para as adequações tampouco como serão empregados os recursos. Só se sabe que haverá necessidade de colocar dinheiro público, por meio de parcerias público-privadas ou financiamento do BNDES. "Estamos em fase de delimitação dos espaços", justificou Caio Luiz de Carvalho, presidente da SPTuris.

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