Ricardo Bufolin/CBG
Ricardo Bufolin/CBG

Quase fora da final, Arthur Zanetti diz que treinará muito para corrigir erros

Ginasta não ficou nada satisfeito com o seu desempenho e promete muito trabalho para corrigir falhas

O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2017 | 18h50

A ginástica artística masculina do Brasil classificou dois representantes, nesta terça-feira, à decisão do Mundial que está sendo realizado em Montreal, no Canadá. Um deles é Arthur Zanetti, campeão olímpico em Londres-2012 e prata no Rio-2016, que passou na sua especialidade, as argolas, mas no sufoco. Ficou com a oitava e última colocação. As finais têm início nesta quinta-feira com o individual geral masculino. Caio Souza será o primeiro a competir. A decisão está marcada para às 20hs (de Brasília). No sábado, Arthur Zanetti se apresenta nas finais das argolas, a partir das 14h.

+ Arthur Zanetti e Caio Souza avançam à final no Mundial de Ginástica

O brasileiro, que costuma ser consistente em suas apresentações, cometeu erros no final da prova. "Hoje (terça-feira) está pesando muito a execução. Estou decepcionado com os meus erros. Zero de satisfação com minha prova. Peguei uma final, mas é treinar e tentar ajeitar para que os erros não se repitam na decisão", afirmou Arthur Zanetti, que teve 14,700 pontos.

Já no individual geral, Caio Souza somou 81,548 e ficou em 14.° lugar, sendo o outro brasileiro a avançar a uma final no Mundial. O melhor aparelho dele foi o salto, com 14,483, seguido pelas paralelas, com 14,443, argolas, com 14,200, solo, com 14,033, barra fixa, com 12,166 e cavalo com alças, com 12,700. "Estou 98% satisfeito, tive uma queda na barra, mas estamos sujeitos ao erro e estou feliz com minha competição. Esse é meu segundo Mundial, minha primeira final. Agora vamos avaliar o que precisa melhorar para quinta-feira", analisou o ginasta, confiante para as finais.

Arthur Nory, que este ano competiu no solo e na barra fixa, não conseguiu vaga para as finais. Na barra, fez 13,866 e ficou em 12.°. E no solo, aparelho que foi medalha de bronze nos Jogos Olímpicos do Rio-2016, foi 16.°, com 14,033.

"A competição não foi boa para mim. Vinha com uma expectativa maior, sabia que tinha chance e não foi dessa vez. Agora é voltar para casa, treinar, o ciclo (olímpico) está apenas começando. Deu para ver como estão os árbitros. Eles estão observando muito a execução com dificuldade. Quero aumentar minha série, dificultar. Se quiser chegar a uma final, não adianta mais fazer uma série simples e bem executada que eles também não vão dar. É preciso dificultar e fazer uma boa execução. Dá para fazer agora um bom planejamento, agora que estou bem do ombro e do tornozelo, fazer uma preparação ainda melhor, uma carga de treino com volume maior", declarou Arthur Nory.

Mais conteúdo sobre:
Arthur Zanetti Ginástica

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.