JF Diorio/AE
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Que festa! Líder no jogo mil de Ceni

Goleiro teve 60 mil torcedores no Morumbi e vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-MG deu ao [br]São Paulo o 1º lugar

Moreno Bastos, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2011 | 00h00

A festa foi completa no Morumbi. Em seu milésimo jogo com a camisa do São Paulo, Rogério Ceni conseguiu tudo que queria. Primeiro, ao entrar em campo, enxergou as arquibancadas ocupadas por cerca de 60 mil fãs, que festejavam mais um de seus recordes. Noventa minutos depois, o goleiro comemorou como nunca a vitória por 2 a 1sobre o Atlético-MG. Era o fim do jejum de triunfos no Morumbi.

E para coroar a celebração do maior ídolo são-paulino, a equipe reassumiu a liderança do Campeonato Brasileiro, com 41 pontos - um a mais que o Corinthians, que joga contra o Flamengo, hoje, no Pacaembu.

Antes de o jogo começar, Rogério Ceni, que já havia avisado que ia ao Morumbi para trabalhar, não conseguiu fugir da festa. Ao subir a escadaria que dá acesso ao gramado para sua 484ª partida no Morumbi, foi recebido por fogos, pelos jogadores e dirigentes, entre eles o presidente Juvenal Juvêncio e Laudo Natel, ex-presidente do clube e artífice da construção do estádio.

Quando a bola rolou, a ordem do capitão foi cumprida. Intenso e ainda empolgado pelo apoio da torcida, o São Paulo abriu o placar em 25 segundos, com Lucas.

O tempo foi pouco para acreditar em mais gols para completar a festa do milésimo jogo. Réver, aos 10, empatou de cabeça.

A sonolência do meio de campo, com Casemiro e principalmente Cícero, atrapalhava o time, que tinha a posse de bola, mas criava pouco. O jogo se arrastou até o final do primeiro tempo. Na volta do intervalo, o comportamento foi bem diferente. Logo aos 8 minutos, Dagoberto bateu forte, de longe, e fez o segundo do São Paulo.

E aí as 60 mil vozes da torcida pediram por Rivaldo. Adilson atendeu ao apelo e trocou Cícero por ele. O time encurralou o Atlético-MG no campo de defesa, mas não fez o terceiro gol.

Ao fim do jogo, Rogério Ceni vibrou muito, abraçou todos os companheiros e se entregou ao delírio das arquibancadas.

"Isso é a minha vida. Eu amo vocês", afirmou o capitão, em mais uma declaração de amor aos são-paulinos.

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