Que vergonha!

São Paulo leva três gols do Goiás, no primeiro tempo, em pleno Morumbi. Revoltados, os cerca de 18 mil torcedores vaiaram muito a equipe de Baresi

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2010 | 00h00

Mais do que o vexame, foi uma derrota emblemática do São Paulo ontem, no Morumbi. Os 3 a 0 para o Goiás, vice-lanterna do Brasileiro, deixaram exposta a fragilidade do time sob o comando de Sérgio Baresi. Após ser garantido pela diretoria até o fim do ano, o interino foi mal e viu o time ser arrasado com três gols logo na etapa inicial.

"No segundo tempo, tivemos cuidado para não sair com um resultado mais vergonhoso do que este", admitiu Alex Silva. Aproveitando bobeadas da zaga são-paulina, Carlos Alberto e Rafael Moura (duas vezes) marcaram. Na etapa final, o São Paulo não teve força para reagir e deixou o campo sob muitas vaias.

Pesadelo. O início do Tricolor deu uma impressão errada sobre o que viria a seguir. O time de Baresi partiu para cima e teve dois bons chutes, com Carleto e Casemiro, que pararam em Harlei. O pesadelo do São Paulo, porém, começou aos 23, em uma erro de Samuel. O zagueiro falhou ao afastar cruzamento da esquerda do ataque goiano e Carlos Alberto chutou sem chances para Rogério Ceni.

O gol parecia apenas um imprevisto, mas minou a confiança do São Paulo. O Goiás cresceu e passou a levar perigo nos contra-ataques. Aos 36, com facilidade incrível, entrou tabelando pelo meio da defesa são-paulina e ampliou com Rafael Moura, que sobrou sozinho para marcar.

Nas arquibancadas, o sentimento era de incredulidade. Que virou irritação aos 46, quando o Goiás aproveitou outra bobeada para fazer o terceiro. Rodrigo Souto tocou nas costas de Jean, que foi desarmado sem dificuldade. Rafael Moura recebeu na entrada da área e chutou de primeira, de esquerda.

As vaias no intervalo foram inevitáveis. "Não dá para entender", limitou-se a dizer Marlos, apagado na partida. Alex Silva mostrou irritação com o terceiro gol. "Foi um erro infantil, que não se pode cometer como profissional. Não existe sair jogando pelo meio e tocar nas costas do companheiro", disse o zagueiro, criticando o passe de Rodrigo Souto. Jean, que perdeu a bola, foi para o vestiário reclamando de falta que não houve.

Não havia desculpas. O time precisava melhorar muito na etapa final. Para isso, Baresi pôs Dagoberto no lugar de Jorge Wagner. O atacante deu novo fôlego nos minutos iniciais, mas depois seguiu a apatia do resto do time.

Para piorar, a sorte não acompanhava o São Paulo. O Tricolor teve um gol de Marlos incorretamente anulado pela arbitragem, que marcou falta e não observou a lei da vantagem. Em dois chutes desviados de fora da área, o Goiás se salvou com defesa milagrosa de Harlei e uma bola que passou rente à trave.

A partir dos 30, a impaciência tomou conta da torcida, que vaiou impiedosamente até depois do apito final. E deixou o Morumbi com a certeza de que o fiasco em casa vai acelerar a busca por um técnico efetivo.

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