Rungroj Yongrit/EFE
Rungroj Yongrit/EFE

Queda de Thomaz Bellucci na Austrália expõe fragilidade do Brasil

Nem o apoio financeiro leva o País a fazer algo melhor no primeiro Grand Slam do ano

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2011 | 00h00

No primeiro ano em que "invadiu" a Austrália e investiu em um bom começo de temporada como se fosse uma equipe, o tênis brasileiro deixou a desejar. Os jogos de abertura da terceira rodada da chave principal masculina ocorreram nesta madrugada de sexta-feira no horário de Brasília e não havia mais tenistas do País na disputa. O último a se despedir, de forma melancólica, foi Thomaz Bellucci. O paulista, 30.º do mundo, caiu diante do veterano checo Jan Hernych, apenas o 241.º do ranking, em partida de cinco sets: 6/2, 6/7 (13/11), 6/4, 6/7 (7/3) e 8/6.

Os brasileiros sentiram a segunda frustração na competição, depois que Marcos Daniel entrou em quadra lesionado e acabou sendo massacrado por Rafael Nadal na primeira rodada. "Foi um jogo duríssimo, o checo jogou reto o tempo inteiro. Lutei até o fim, mudei a característica do jogo, mas quanto mais forte entrava no ponto, melhor ele contra-atacava", lamentou Bellucci. "Fiz de tudo, usei um arsenal de golpes. No final, o jogo poderia ir para qualquer um, mas o checo acabou fechando com uma paralela na linha."

Fruto de uma parceria com o Ministério do Esporte e Comitê Olímpico Brasileiro, que direciona R$ 2,3 milhões para a participação nos cinco principais torneios da temporada, o Brasil levou sua maior delegação da história para a Austrália. Além de seis técnicos, tinha três jogadores na chave principal masculina, quatro no qualificatório, duas duplas e quatro tenistas no torneio juvenil do Grand Slam. Mas segue vivo apenas na última disputa, que ainda está na etapa de qualificação, e nas duplas mistas, em que Marcelo Melo faz parceria com a americana Vania King.

É pouco, frustrante, mas o presidente da Confederação Brasileira de Tênis prefere ver o lado positivo. "É um projeto a longo prazo. A gente espera colocar um número grande de jogadores em todos os Grand Slams e no Masters de Miami. Infelizmente, estas coisas acontecem no esporte", salientou Jorge Lacerda. "Pelo menos foi importante para dar um sentimento de equipe para estes jogadores, que agora podem se sentir mais à vontade em um torneio desse tamanho."

Para Bellucci, principal nome do País, Lacerda prefere dar tempo para que se adapte à filosofia de treinamento de Larri Passos. "A adaptação vem aos poucos." O técnico elogiou o espírito de luta do tenista, mas quer corrigir seu posicionamento em quadra.

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