Queixa formal contra arbitragem vira moda

Clubes que se sentem prejudicados têm acionado a CBF e pedem punições para juízes

Bruno Lousada e Sanches Filho, O Estadao de S.Paulo

23 de junho de 2009 | 00h00

Virou moda os clubes apresentarem reclamação formal contra a arbitragem na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Só neste ano a entidade já recebeu oito protestos formais - envolvendo jogos da Série A, B, C do Brasileiro e da Copa do Brasil - e o número deve aumentar para 11. Palmeiras, Santos e Ponte Preta se sentiram prejudicados na rodada do fim de semana e garantem que vão prestar queixa contra os árbitros e seus auxiliares. Antes mesmo de o Palmeiras formalizar sua reclamação, o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Sérgio Corrêa, anunciou ontem o afastamento do auxiliar Guilherme Dias Camilo por 30 dias. Camilo errou ao anular gol legítimo do atacante Obina no jogo entre Palmeiras e Atlético Paranaense, sábado, na Arena da Baixada - o placar foi de 2 a 2. Assinalou impedimento inexistente. Corrêa aplicou a mesma punição ao auxiliar Aparecido Donizetti Santana. Este validou um gol irregular marcado pelo zagueiro Marcel, do Santo André, aos 48 minutos do segundo tempo, no ABC paulista. O defensor estava em posição de impedimento. Com isso, o time da casa acabou derrotando o Sport, por 2 a 1, no sábado. "Erros de desatenção não são toleráveis. Eles não são novos e não existe desculpa", repreendeu o dirigente. O departamento jurídico do Santos enviou à presidência da CBF, ontem à tarde, representação contra o juiz Djalma José Beltrami Teixeira. No documento, o clube enumera os supostos erros cometidos pela arbitragem e lamenta que tenha deixado de conquistar um ponto com a anulação do gol marcado por Molina, nos acréscimos do segundo tempo do jogo de domingo à noite, em que o Santos foi derrotado por 3 a 2 pelo Atlético-MG, na Vila Belmiro. Até o início da noite de ontem, Corrêa não havia decidido se puniria José Beltrami Teixeira.Na Série B, a Ponte Preta se queixa de um suposto pênalti em Márcio Mexerica, ignorado pelo árbitro Sálvio Spinola Fagundes Filho no clássico de sábado, contra o Guarani, no Moisés Lucarelli. A Ponte Preta perdeu por 1 a 0.Até o momento, a Copa do Brasil é a competição que gerou mais reclamações. Foram 4 no total, de Vasco, Coritiba, Guaratinguetá e Barras do Piauí. Na Série A, apenas uma queixa formal. O Vitória protestou contra o árbitro Héber Roberto Lopes por causa do confronto com o Palmeiras, em junho, em São Paulo - perdeu por 2 a 1. Houve ainda duas representações na Série B e outra na Série C. Em muitos casos, os clubes ameaçam, mas não formalizam a reclamação. O caminho para fazer isso é enviar para a CBF um vídeo completo da partida e um documento com o suposto erro da arbitragem. "Tal material é analisado por um instrutor da entidade, que sugere treinamento prático ou técnico ou até punição para o árbitro", explicou Corrêa. Ele considerou apenas "regular" o nível de atuação da arbitragem nessa temporada.

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